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Raiva: mecanismos racionais e emocionais

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Compreender os mecanismos racionais e emocionais de preservação e implementação da saúde individual e coletiva

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 

Houve uma época em que esbarrar sem querer em algum valentão na rua podia terminar em briga violenta. Hoje, tais manifestações são esporádicas. O homem moderno, esse ser motorizado que se desloca sobre duas ou quatro rodas, passou a incomodar-se quando sua extensão mecânica é atingida ou impedida de locomover-se. Colisões, fechadas ou obstruções no trânsito são motivo para muitos deixarem transparecer seu "lado Hulk" e chegarem a atitudes extremas. Nesses casos, o agressor pode ser considerado também a vítima, já que acaba enredado num grave problema para a vida toda. VEJA aborda esse assunto e fornece algumas dicas para as pessoas sujeitas a tais surtos. É um tema para ocupar os estudantes num trabalho interdisciplinar que envolve a comunidade. É preciso que todos conheçam os mecanismos da raiva. Entendê-la é um começo para aprender a evitar seus efeitos indesejáveis.

 

Pergunte à turma se ter, e demonstrar, raiva faz bem. Esse sentimento é necessário? Devemos evitar explosões de cólera ou mesmo contê-la? Isso envolve algum perigo? Como nosso organismo reage quando sentimos raiva? Deixe a conversa correr solta por algum tempo e depois apresente o texto da revista.
Completada a leitura atenta de VEJA, divida a classe em grupos e proponha questões para relacionar os relatos da reportagem à vivência dos jovens. Alguns deles certamente já protagonizaram algum caso de ataque de fúria. Como se sentiram? Fez bem extravasar a raiva? Que manifestações eles perceberam no organismo antes, durante e após o acesso? Peça que revelem aos colegas.

Mostre como é o mecanismo biológico formador dos rompantes de ódio. Com o auxílio do quadro abaixo, explique à classe as conseqüências sentidas pelo corpo quando se impede a reação intempestiva.

Encarregue a turma de pesquisar os principais fatores que levam as pessoas ao descontrole emocional. Se alguém já explodiu a ponto de partir para a agressão, o que o levou a tal? Sugira que as equipes investiguem junto à comunidade qual seria a reação de cada um frente a certa situação em que muitos perdem a compostura. Os entrevistados devem justificar a resposta. Para a execução dessa tarefa, você determina o universo de pesquisa segundo sua disponibilidade de tempo. Vale lembrar que o objetivo da atividade é trazer para a sala de aula um bom número de casos para ser analisados em conjunto pelos grupos. Após esse levantamento de informações, inicie uma tabulação estatística sobre o tipo mais freqüente de estímulo que leva ao ataque de fúria. Sugira uma comparação dos resultados com os dados apresentados por VEJA. Outro estudo oportuno refere-se às terapias que podem ajudar o indivíduo a conter seus ímpetos agressivos de forma sadia. Indique livros e sites que contenham tais informações.

Exiba trechos do vídeo Um Dia de Fúria e peça que todos examinem o comportamento do tipo vivido por Michael Douglas à luz do que foi levantado nas pesquisas anteriores. Faça-os notar que, em certo momento da trama, esse personagem libera seus instintos e torna-se ameaçador. Também merecem uma análise mais demorada os conflitos entre torcidas organizadas, freqüentes nos estádios de futebol.

Ao fim da conversa, os jovens devem esclarecer junto à comunidade os pontos principais do tema, os perigos e a necessidade de sentir raiva. Para tanto, é interessante que usem apelos fortes, capazes de sensibilizar a população. Que tal buscar depoimentos daqueles que se arrependeram de chegar a extremos a ponto de prejudicar o próprio futuro?

Também vale recorrer a encenações com as quais os indivíduos freqüentemente sujeitos a acessos de ira possam se identificar e buscar ajuda. Que tipo de ajuda é esse? Convém que a peça indique os caminhos.

Há estudos que apontam forte relação entre a repressão das emoções e o surgimento de males como artrite, doenças de pele, depressão e ansiedade. Muitos desconhecem o assunto, por isso é importante abordar a questão em classe. O excesso de serotonina transforma as pessoas de uma hora para outra: um alto empresário pode inexplicavelmente converter-se num matador cruel. Casos de distúrbio de personalidade anti-social, cuja causa é ainda desconhecida, afetam cerca de 1% da população e, nas situações-limite, produzem criminosos violentos ¿ como os assassinos seriais.
 

Para saber mais

A cólera, do início ao fim
Os ataques de raiva estão associados aos ramos simpático e parassimpático do sistema nervoso periférico. Quando a pessoa reprime as manifestações impetuosas, o processo se encerra no fígado. Ou seja, a circulação sangüínea permanece acelerada e a pressão, elevada, o que pode provocar acidentes vasculares.

Veja também:

BIBLIOGRAFIA
Biologia dos Organismos
, J.M. Amabis e G.R. Martho, Ed. Moderna,
tel. (11) 2790-1500

FILMOGRAFIA
Um Dia de Fúria
, Joel Schumacher, Warner Home Video, tel. 0800-115922

INETRNET
www.epub.org.br/cm/n12/doencas/sociopatia.htm ¿ análise de distúrbios de comportamento

 

Créditos:
Cristina Sucupira
Formação:
Professora de Biologia do Colégio Santa Cruz, de São Paulo
Autor Nova Escola

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