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Proponha o estudo da arqueologia e das culturas andinas pré-colombianas

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Entender aspectos das culturas andinas pré-colombianas

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja

Leve para a sala de aula um mapa físico e político do território peruano, no qual estejam assinalados os sítios das diversas civilizações pré-colombianas (inca, mochica, nazca etc.).

Reúna imagens, vídeos ou filmes que retratem o trabalho em arqueologia. O objetivo da seleção é mostrar que o profissional dessa área realiza uma atividade minuciosa, que requer boas doses de paciência e conhecimento. Um lembrete: os filmes da série Indiana Jones, que têm um arqueólogo como protagonista, podem ser muito divertidos, mas transmitem uma imagem falsa do trabalho desses pesquisadores, misturando-o com aventuras e perigos que estão longe da rotina das escavações.

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Em arqueologia, a descoberta de sítios para escavação sempre é comemorada, pois graças a eles é possível obter informações sobre culturas já desaparecidas. Quando o achado envolve uma civilização que deixou de existir há mais de 1000 anos, a comemoração cede lugar a uma enorme expectativa: é como se uma sociedade ressurgisse do passado e afinal revelasse alguns de seus mistérios. Esse é o tema da reportagem "Um Segredo de 1500 Anos". O texto conta como os sítios arqueológicos do norte do Peru vêm trazendo informações valiosas sobre a cultura moche ou mochica, juntando novas peças ao quebra-cabeça das civilizações andinas pré-colombianas. Com esta aula, baseada no texto de VEJA, seus alunos poderão levantar dados sobre a vida das antigas populações dos Andes. Eles também vão acompanhar os métodos de trabalho dos arqueólogos, aprofundando seus conhecimentos sobre as ciências humanas.

 

Comece a aula fazendo um levantamento com a turma sobre a arqueologia: O que é? Quais são seus métodos? Por que é importante? Os estudantes podem lembrar de documentários e filmes que tenham visto; mostre os documentos e imagens reunidos anteriormente. Lembre que a arqueologia estuda o passado por meio de vestígios. Quando a sociedade investigada não dispõe de escrita, essa ciência exerce um papel fundamental, pois com base em objetos, túmulos e ruínas de monumentos arquitetônicos, entre outros elementos, os pesquisadores podem elucidar como essa população vivia. Explique, porém, que a arqueologia não se dedica apenas a comunidades pré-históricas, sem escrita. Ela examina também sociedades que já dispunham desse recurso, confronta os documentos escritos com os deixados pela cultura material - e muitas vezes chega a considerações muito diferentes daquelas sugeridas pelos registros escritos. Por último, esclareça que a arqueologia não constrói seu conhecimento sozinha. Trabalhando em conjunto com a geologia, a medicina legal, a geografia, a história e a biologia, entre outras ciências, ela pode nos conduzir por uma fascinante viagem no tempo, revelando como vivia uma sociedade extinta há muitos séculos.


Após a leitura do texto de VEJA, peça que os alunos assinalem as idéias que os arqueólogos e outros pesquisadores fazem sobre a cultura mochica. Eles descrevem os membros desse povo, por exemplo, como pescadores, fazendeiros e hábeis artesãos, que veneravam deuses assustadores, apaziguados com sacrifícios humanos. Por que e de que modo os cientistas chegaram a essas conclusões? A reportagem revela algumas pistas. Ela informa que tal sociedade pré-colombiana não possuía escrita. Assim, os arqueólogos buscam informações nos murais ou na maravilhosa cerâmica - que, de tão fiel aos detalhes, evidencia a origem social dos personagens representados: sacerdotes, guerreiros, camponeses, governantes etc. Por meio desses desenhos é que se pode inferir que essa sociedade realizava sacrifícios rituais. Mas como saber se os atos sangrentos ocorriam na realidade ou se eram somente cenas de uma trágica mitologia?

Em arqueologia, um só dado não basta para confirmar algo; é necessário que vários indícios apontem para um determinado fato para que se possa dizer com relativa certeza alguma coisa sobre o aspecto examinado. Assim, para chegar à afirmação sobre a prática de sacrifícios humanos, os arqueólogos estudaram não só as pinturas nas cerâmicas e nos murais. Segundo a reportagem, eles também as relacionaram com os esqueletos que estavam nos túmulos descobertos em 1996 e que provavelmente tinham marcas que sugeriam mortes violentas. Como os adolescentes poderão perceber, a atividade arqueológica lembra muito a montagem de um intrincado quebra-cabeça, realizada por muitas equipes durante anos de trabalho.

Peça que os alunos analisem a ilustração do início deste plano de aula. Ela foi elaborada com base numa cena pintada num vaso de cerâmica mochica do século V que mostra o sangue da vítima de um sacrifício sendo bebido por sacerdotes. Será que a imagem é suficiente para levar a essa conclusão, ou ela resulta de um conjunto de informações: outras cenas pintadas em peças cerâmicas, murais etc? O objetivo é fazer com que a turma comprove como os pesquisadores reúnem indícios e dados de várias fontes, examinando-os criticamente, até dispor de elementos suficientes para transformar suas hipóteses em teses.

Proponha que a turma realize pesquisas em bibliotecas e pela internet sobre as cinco diferentes culturas andinas pré-colombianas apresentadas abaixo. Sugira que a classe se divida em cinco grupos e encarregue cada um deles de preparar um seminário sobre uma cultura específica. Podem ser feitos cartazes que mostrem, entre outros aspectos, a localização geográfica de cada povo (norte, centro ou sul do território peruano; litoral ou região andina), as principais características de sua arte, as técnicas agrícolas existentes, os animais que eram criados e as crenças religiosas. Desse modo, os estudantes verificarão que essa região da América do Sul apresentava, muito tempo antes da chegada dos europeus, uma enorme diversidade cultural.

Créditos:
Patrícia Tavares Raffaini
Formação:
Professora de História e Cultura da Universidade Anhembi-Morumbi, de São Paulo
Autor Nova Escola

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