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A "porosidade" das fronteiras secas brasileiras

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Entender os conceitos de limite e fronteiras.
  • Reconhecer as dificuldades do controle das fronteiras terrestres brasileiras.
  • Identificar os principais pontos de “porosidade” das fronteiras brasileiras com os países vizinhos.
Conteúdo(s) 
  • Dimensões do território brasileiro
  • Limites e fronteiras
  • Controle e vigilância das fronteiras nacionais
Ano(s) 
Material necessário 
  • Computadores com acesso à internet.
  • Mapa didático político do Brasil na América do Sul.
  • Cópias da reportagem “A cocaína no limite”, publicada em VEJA, 29 de agosto de 2012

Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Inicie os trabalhos apresentando aos alunos a matéria de VEJA, fazendo uma breve explanação sobre o seu conteúdo. Sugira que os alunos acessem a matéria posteriormente, pelo link.

Pontue os problemas a respeito da expansão das lavouras de coca na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, ressaltando como vem crescendo sua área plantada e a possibilidade da “invasão” deste tipo de lavoura para o território brasileiro.

Neste ponto, explore com os alunos a ideia do autor da matéria a respeito do que seria a “porosidade” de nossas fronteiras. Para isso, utilize um mapa político didático do Brasil. Abra um espaço em meio à sala de aula e peça que a turma se sente entorno do mapa, o qual você deverá estender no chão.
Inicie a observação do mapa ressaltando as dimensões fronteiriças de nosso país. Peça para que os alunos anotem o que você está expondo.

Mostre a eles que:

  • Temos 15719 km de fronteiras terrestres;
  • 7367 km de fronteiras marítimas;
  • E que, em relação às fronteiras terrestres, temos limites com 10 países da América do Sul. Localize cada um deles, nomeando-os;
  • Temos nessa “faixa de fronteira”, como podemos chamá-la, 588 municípios, distribuídos em 11 estados, onde vivem cerca de 10 milhões de pessoas. Localize algumas cidades lindeiras que apareçam no mapa, nomeando-as.

No que se refere às fronteiras terrestres, mostre também a existência do que é coloquialmente chamado de fronteira “seca”, quando o limite entre os países não é um curso de água, e a chamada fronteira “molhada”, quando o limite é separado pelo leito de rios, lagos, igarapés, etc.

O que explicar para a turma

O que é limite e o que é fronteira? 

[...] Os limites indicam os lugares onde termina o território de um país e começa o de outro. Eles são estabelecidos, na maioria das vezes, por acordos e tratados entre dois ou mais países. Por meio desses acordos, são criadas linhas imaginárias que podem ser definidas por acidentes geográficos, como rios, lados, serras e montanhas, ou demarcadas artificialmente por marcos construídos sobre o terreno. O termo limite é muitas vezes utilizado como sinônimo de fronteira, porém, a ideia de fronteira é mais apropriada para designar uma faixa do território de um país que se estende ao longo da linha de limite. [...]
Boligian, Levon et. All. Geografia Espaço e Vivência. São Paulo: Atual, 2009, v.2. 

 

2ª etapa 
Explique que a vigilância das zonas de fronteira e, efetivamente dos postos de policiamento no limite entre os países vizinhos e o Brasil, é de responsabilidade da Polícia Federal e também das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Entre as atribuições da Polícia Federal está a fiscalização da entrada e saída de pessoas em nosso país, o controle do transporte de carga e a investigação e o combate ao crime organizado, como o tráfico de drogas, armas, trabalhadores, animais, plantas e madeira (a chamada biopirataria), assim como roubo de veículos, entre outros. Para isso, a Polícia Federal conta com apenas 23 postos oficiais de fiscalização. Essa deficiência, aliada à gigantesca extensão de fronteiras, à falta de equipamentos e de pessoal, faz com que se gere o que o repórter chama de “porosidade” das fronteiras.

Localize os pontos de maior “porosidade” de nossas fronteiras, explicando os principais problemas enfrentados. Os pontos são seguintes:
• Tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia: ameaça de invasão da lavoura de coca em território nacional;
• Cabeça do Cachorro, fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela: atuação da milícia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro;
• Fronteira entre Brasil e Bolívia: tráfico de drogas;
• Fronteira entre Brasil e Paraguai: tráfico de drogas, armas e produtos de contrabando (bebidas, perfumes, cigarros e produtos eletrônicos);

3ª etapa 

Finalize a exposição, solicitando aos alunos que elaborem um mapa com a localização e uma pequena explicação a respeito dos pontos de maior “porosidade” nas fronteiras entre o Brasil e as nações vizinhas. Para isso, peça que utilizem como base o mapa político mudo abaixo:

Eles poderão obter maiores informações para incrementar o mapa, consultando o documento do Ministério da Integração Nacional

Avaliação 

Observe a participação dos alunos, averiguando o nível de interesse dos mesmos durante a exposição e a análise do mapa político do Brasil. Avalie se a turma conseguiu incorporar os novos conceitos e as novas informações trabalhados, por meio do mapa produzido ao final da aula.

Flexibilização 
Para que o deficiente visual possa compreender, ainda que de forma absolutamente abstrata, o conceito de fronteira, sugere-se a turma elabore uma maquete específica do o território brasileiro e suas fronteiras. Se possível, delimitar com materiais específicos para o tato como vegetação, água (rios e mares),terra (estradas) etc. Com isso, os alunos em geral, somente o deficiente visual, poderá ter uma ideia mais ampla dos vários tipos de fronteiras que cercam nosso país e porque algumas delas têm mais problemas.
Deficiências 
Visual
Créditos:
Levon Boligian
Formação:
Professor de metodologia do ensino de Geografia e Autor de livros didáticos.
Autor Nova Escola

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