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Polígonos regulares com flexibilização para deficiência visual

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Utilizar instrumentos como régua, compasso e transferidor para realizar medições;
  • Medir ângulos com transferidor;
  • Compreender que as medidas dos lados e dos ângulos em polígonos regulares são congruentes;
  • Estabelecer relação entre as medidas dos lados e a quantidade de eixos de simetria nos polígonos regulares
Conteúdo(s) 

Polígonos regulares

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
4 aulas
Material necessário 
  • Régua;
  • transferidor;
  • compasso;
  • diversos modelos de polígonos regulares.
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Comece a aula com uma conversa informal para mobilizar os conhecimentos da turma. Apresente frases que comumente aparecem em noticiários, como "Asfalto de avenida em São Paulo tem piso irregular" ou "Piso irregular e problemas estruturais desagradam as duas equipes na Copa Davis", e pergunte qual o sentido da palavra "irregular" em ambas. Se quiser, faça uma adequação das frases para situações vivenciadas na comunidade local, relacionando o termo a algo que seja mais presente no dia a dia deles.

 

2ª etapa 

Divida a turma em duplas e peça que façam um triângulo com os três lados de mesma medida utilizando a régua e o compasso. É importante para o estabelecimento das relações que serão realizadas na próxima etapa da atividade que cada dupla faça um triângulo com medidas diferentes (uma dupla constrói um triângulo de 2 centímetros de lado, outra com 2,5, outra com 3 e assim sucessivamente. Discuta com os jovens como utilizar a régua e o compasso para desenhar a figura solicitada e de que modo farão para saber as medidas dos lados. O esperado é que descrevam os seguintes passos:

1) Com a régua, fazer um segmento de reta igual à medida desejada para o lado do triângulo. Abrir o compasso na mesma medida escolhida.

 

Ilustrações Erika Onodera
Ilustrações Erika Onodera

2) Posicionar a ponta seca do compasso em uma extremidade da reta e construir um arco de circunferência. Partindo da outra extremidade, traçar outro arco que corte o primeiro. O ponto onde os dois arcos se cruzam é o terceiro vértice do triângulo.

Ilustrações Erika Onodera

3) Riscar os outros dois lados do triângulo na intersecção dos arcos.

Ilustrações Erika Onodera

 

3ª etapa 
Peça que todos os estudantes meçam, com ajuda do transferidor, os ângulos internos do triângulo que acabaram de construir e registrem no papel as medidas encontradas. Nesse momento, pergunte a diferentes duplas: qual a medida dos lados do triângulo que vocês construíram? Qual a medida dos ângulos internos desse triângulo? No fim da atividade, a turma deverá concluir que as medidas dos ângulos não se alteram apesar de o tamanho dos lados do triângulo aumentar ou diminuir. Em seguida, apresente a nomenclatura apropriada para o triângulo por eles construído: equilátero. Explique que ele recebe esse nome por possuir três lados de mesma medida. Informe também que um polígono com todos os lados e os ângulos congruentes são chamados de polígono regular.

 

4ª etapa 

Forneça às duplas uma folha com diferentes polígonos regulares (quadrado, pentágono regular, hexágono regular, heptágono regular etc.) desenhados, como a mostrada abaixo. Peça que meçam todos os lados e cada um dos ângulos internos das figuras e registrem esses valores em uma tabela.


Ilustrações Erika Onodera

Questione as duplas: que regularidades podem ser observadas nas medidas dos lados e dos ângulos internos de cada polígono? Podemos afirmar que esses polígonos são regulares? Se trocássemos o quadrado por um retângulo não quadrado, esse polígono continuaria sendo regular? Podemos afirmar que todo triângulo equilátero é regular? A cada questionamento realizado, é importante incentivar as duplas a se manifestarem. No fim da atividade, a garotada deve concluir que um polígono é classificado como regular quando possui todos os ângulos internos e as medidas dos lados congruentes.

 

5ª etapa 

Distribua cópias de polígonos regulares (triângulo equilátero, quadrado, pentágono regular e hexágono regular). Peça que dobrem cada polígono de maneira que os lados coincidam.

 

Veja o exemplo do quadrado.

Ilustrações Erika Onodera

Ele deve ser dobrado ao meio e depois aberto para que seja observada a linha que ficou marcada, chamada eixo de simetria por dividir a figura em duas partes exatamente iguais. Essa ação deve ser repetida até serem encontrados todos os de eixos de simetria do polígono em questão, que, no quadrado, são quatro. A atividade deve ser feita da mesma forma, tendo como base cada um dos polígonos distribuídos anteriormente. Peça que todos registrem os valores encontrados. No fim, leve a garotada a estabelecer relações entre a quantidade de lados e de eixos de simetria de cada polígono.

 

Avaliação 

Acompanhe as duplas durante a realização de cada etapa para diagnosticar as que necessitam de intervenção pedagógica. Identifique se elas compreenderam as orientações para realizar as atividades e se estão tendo dificuldade na utilização da régua, do compasso e do transferidor. Observe se as duplas participam ativamente das atividades, discutem e propõem soluções. Na socialização final, leve todos a estabelecer uma relação entre a mobilização realizada no início da sequência didática, referente às frases em que aparece a palavra irregular, com o conhecimento matemático construído sobre polígonos regulares (antônimo de irregular).

 
Flexibilização 
2ª etapa 
Flexibilização de recursos

 

Providencie para o aluno cego uma régua e um transferidor comuns, reproduzindo sobre eles as marcações de centímetros e ângulos em braile. Isso pode ser feito com cola de alto-relevo. Além disso, monte para ele um compasso com canudinho de refrigerante dobrado ao meio e preso por uma tachinha. Em folhas com as atividades escritas em braile, faça os desenhos necessários com a cola de alto-relevo.
Dessa forma, ele pode medir a reta e os ângulos como os demais colegas de classe.

 

Flexibilização de tempo 
Garanta a aprendizagem dessas habilidades e desses conceitos básicos antes de iniciar a aula. Quando possível, integre o planejamento com a sala de recursos e proponha antecipar essa etapa no contraturno.

 

3ª etapa 

Flexibilização de recursos
Incentive a aprendizagem cooperativa e proponha, sempre que possível, atividades em dupla ou em grupos. Assim, todos, e não só o que tem deficiência, podem aprender com mais facilidade. Para que o estudante cego faça os registros, deixe sempre a máquina de escrever em braile na carteira, ao alcance dele.

 

Flexibilização de tempo 
Ofereça atenção individual para quem necessitar, reveja o conteúdo ou ofereça mais atividades referentes a essa aprendizagem, que pode ser garantida e ou reforçada no contraturno. O aluno deve ter adquirido as habilidades necessárias para a atividade ou o conteúdo deve ser diferenciado.

 

4ª etapa
Flexibilização de recursos 

Providencie as figuras recortadas para o aluno com deficiência para uma melhor percepção tátil. Prepare a atividade com textura diferenciada nas figuras, relevo
nas colunas e texto em braile.

 

Flexibilização de tempo 
Na sala de recursos, o aluno pode ter mais tempo para a percepção tátil das figuras e para fazer as comparações.

 

5ª etapa 
Flexibilização de recursos

Utilize papel mais grosso nas figuras a serem dobradas para facilitar a percepção dos vincos.

 

Flexibilização conteúdo
Entregue as figuras recortadas com os eixos em alto-relevo e proponha as dobras sobre eles. O aluno também pode receber outra figura em partes e montá-la usando a base.

 

Deficiências 
Visual
Créditos:
Andréia Silva Brito
Formação:
Professora da EEEFM Carlos Drumond de Andrade, em Presidente Médici, RO
Créditos:
Haroldo Mendes dos Santos
Formação:
Professor do Colégio Papillon Park, de Aparecida de Goiânia, GO.
Autor Nova Escola

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