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Os incríveis habitantes das profundezas marinhas

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Analisar os fatores que explicam as características dos habitantes das profundezas marinhas

Conteúdo(s) 

Determinantes físicos e químicos da vida abissal

Ano(s) 
Tempo estimado 
Três aulas de 50 minutos
Material necessário 

Leia no site do Planeta Sustentável

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

VEJA revela espécies de aparência surpreendente encontradas nas regiões mais profundas dos oceanos e analisa o papel da evolução nas características desses animais. Devido à ausência de luz e a enorme pressão hidrostática dos abismos marinhos, pensou-se durante muito tempo que a biodiversidade na região fosse baixa. Agora, no entanto, sabe-se que as características desse sistema permitiram o desenvolvimento de várias espécies, embora com baixa densidade populacional. Convide a classe a mergulhar no assunto, que envolve conceitos de Biologia, Física e Química.

Converse inicialmente com os alunos a respeito da pressão hidrostática. Proponha que todos calculem como essa grandeza varia à medida que nos aprofundamos na água. Por meio de um raciocínio simples, eles devem concluir que a cada metro a pressão aumenta 0,1 atmosfera, ou seja, um décimo da pressão que o ar exerce sobre nossos corpos. Peça que determinem a pressão reinante 4000 metros abaixo da superfície do mar e avaliem, nessa condição, a força suportada por 1 centímetro quadrado de nosso corpo. Mostre que as 401 atmosferas de pressão nessa profundidade - lembre que deve ser acrescida a pressão de uma atmosfera exercida pelo ar - equivalem a sustentar uma vaca (massa de aproximadamente 400 quilogramas) com o polegar. Pergunte como a moçada acha que são os organismos que habitam as regiões abissais. É possível que vertebrados sobrevivam sob tais condições? Qual deve ser a pressão interna desses seres? O que ocorreria se eles fossem trazidos à superfície? Após essa conversa rápida, oriente a leitura da reportagem, assinalando passagens importantes para discutir. Por exemplo: a estrutura biológica dos animais apresentados, suas adaptações evolutivas (como a bioluminescência) e a posição de cada um na cadeia alimentar.

2ª etapa 

Comece abordando a escuridão abissal e a conseqüente ausência de vegetais. Explique que, em relação à luminosidade, costuma-se dividir as regiões submersas em eufóticas (até 80 metros), disfótica (até 200 metros) e afótica (acima de 200 metros de profundidade). Na primeira, a oferta de luz é intensa e favorece a presença de organismos fotossintetizantes. Já na zona disfótica, em que a luz é difusa, esses seres começam a se tornar escassos. Na zona afótica, a vida de algas e vegetais é impossível. Seus habitantes são carnívoros ou detritívoros, sendo esses últimos o primeiro elo do ecossistema abissal com os níveis superiores - eles se alimentam de cadáveres de animais, vegetais e algas que chegam da superfície ao fundo do mar.

Após essa explicação, faça algumas perguntas para avaliar o que a garotada conseguiu reter da leitura. Por que os animais abissais têm aspecto monstruoso? Em relação ao tamanho corpóreo, o que predomina: indivíduos grandes ou pequenos em comparação aos da superfície? Peça que a turma faça um levantamento das dimensões de algumas espécies abissais e discuta o motivo desse predomínio. Como se explica a elevada diversidade e o baixo índice populacional nessa região? Que características adaptativas sobressaem?

Os habitantes das profundezas têm boca grande para poder capturar o maior número de peixes possível ou o tamanho desse órgão foi determinante para a sobrevivência desses animais? Examine as duas possibilidades evidenciando as concepções lamarckianas e darwinistas em ambos os casos. Ressalte o papel da pressão hidrostática na forma alongada e achatada dos olhos e bocas.

Ensine como se produz a bioluminescência. Esse fenômeno, que se manifesta também nos vaga-lumes, se deve a uma reação química da substância chamada luciferina com o oxigênio. Na presença de um catalisador denominado luciferase, a luciferina combina-se primeiro com a adenosina tri-fosfato (ATP), presente em todas as células, formando luciferil adenilato, que se combina posteriormente com oxigênio, produzindo oxiluciferina e luz.

Para finalizar, envolva a classe numa investigação a respeito das formas que apresentam simetria bilateral e radial.

Autor Nova Escola

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