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Nutrição correta: investigação com tubos de ensaio

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Compreender os processos de intoxicação alimentar e as ações para evitá-la

Ano(s) 
Material necessário 

Você precisará de comprimidos efervescentes, pelo menos cinco tubos de ensaio com rolha, um recipiente de vidro que resista à temperatura da água fervente, pequena quantidade de açúcar e fermento (desses usados para fazer bolo). Se optar por enriquecer o experimento, serão necessários também algodão, azul de bromotimo e meios de cultura próprios para fungos.

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Os números são contundentes. Anualmente, 76 milhões de norte-americanos contraem doenças por alimentos contaminados. No Brasil, como mostra o texto de VEJA, foram registrados apenas 7.566 casos desse tipo de enfermidade no ano passado. Isso porque a maior parte não chega a ser notificada. Trata-se de um assunto de interesse geral, principalmente porque revela as doenças transmissíveis por alguns tipos de alimentos e os cuidados que devemos ter na sua preparação. A leitura da reportagem será um bom estímulo para que a turma se aprofunde no tema e realize algumas experiências que podem ajudar os alunos a compreenderem melhor o tema.

 

As duas experiências sugeridas a seguir servem para demonstrar para a classe como a refrigeração e a higiene das mãos permitem evitar a contaminação dos alimentos. É uma boa forma de preparar o terreno para examinar futuramente com a turma os cuidados necessários para a preservação da saúde e os riscos envolvidos nesse processo.

A primeira experiência é simples. Dissolva os comprimidos efervescentes em recipientes com iguais quantidades de água e temperaturas diferentes - quente, ambiente e gelada. Peça que os alunos cronometrem o tempo de dissolução completa em cada caso. Na água gelada, o comprimido é dissolvido mais lentamente. Esse resultado permite discutir o papel do refrigerador e do freezer, que retardam a ação de microorganismos.

2ª etapa 

O segundo experimento exige preparação e montagem com uma semana de antecedência. Divida a classe em grupos de cinco. Prepare uma solução de água fervida com a maior quantidade possível de açúcar, de modo que a aparência permaneça cristalina.

Distribua o líquido em vários tubos de ensaio previamente esterilizados - um para cada grupo. Os alunos devem retirar anéis das mãos, lavá-las muito bem e secá-las ao vento. Depois disso, um deles "sujará" a mão na suspensão de fermento e a secará ao vento. Esse aluno vai cumprimentar um dos colegas que, por sua vez, repetirá o gesto com outro e assim por diante.

O último a ser cumprimentado lavará a mão com a solução de açúcar. Atenção: o conteúdo do tubo de ensaio deve ser recolhido em um recipiente previamente lavado e fervido, voltar ao tubo de ensaio e ser fechado com rolha. Mantenha um dos tubos com a solução de açúcar sem abrir. Em outro, pingue uma gota da suspensão de fermento. Após uma semana, a turma perceberá alguns resultados, como o aparecimento de turbidez, precipitados e formação de bolhas. São indícios de fermentação, causada pelos fungos.

Algumas variações podem enriquecer mais a atividade. Coloque um algodão embebido em azul de bromotimo próximo à rolha. Esse indicador mudará de cor na presença do gás carbônico produzido pelas bactérias.

3ª etapa 

Com os dados da reportagem e o quadro abaixo, os alunos podem desenvolver uma pesquisa sobre as principais causas das chamadas disenterias e gastroenterites. Deixe bem clara a distinção entre os agentes. A Salmonella e a Shigella são bactérias que provocam disenterias (a segunda é bastante grave), com fortes dores abdominais. No caso da Clostridium botulinum - associada ao botulismo - e o Staphylococcus, os males são causados pelas toxinas que essas bactérias produzem, e que são ingeridas junto com os alimentos. A Escherichia coli pode provocar disenterias, mas normalmente vive em simbiose com o nosso intestino.

Experiência

Como as bactérias se propagam

- Um dos alunos deve molhar a mão na solução com fermento
- Em seguida, com a mão "suja", ele cumprimenta um dos colegas
- O aperto de mão passa para o colega seguinte até o último do grupo
- Este se lava com a solução de açúcar e recolhe a água no tubo de ensaio
- Uma semana mais tarde, o líquido fica turvo e aparecem bolhas de CO2

Veja também:

BIBLIOGRAFIA
Biologia dos Organismos
, J.M. Amabis e G.R. Bartho, Ed. Moderna, tel. (11) 6090-1500

Créditos:
Marcos Engelstein
Formação:
Professor do Colégio Santa Cruz, de São Paulo
Autor Nova Escola

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