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Mãos e dedos rendem boas lições sobre unidades

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Conhecer, analisar e calcular padrões de unidades de medidas

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Unidade de medida é coisa tão séria que foi parar nos tribunais o direito de emprego da grosa, um padrão já em desuso. A nota de VEJA pode se converter no ponto de partida para uma aula sobre o tema. Os alunos perceberão as dificuldades eliminadas com a adoção da base decimal pelo Sistema Internacional de Unidades (SI). Os cálculos com múltiplos e submúltiplos de 10 são muito mais imediatos do que com outras bases. No entanto, as unidades antigas tinham a vantagem de usar padrões de comparação facilmente assimiláveis. É mais simples, por exemplo, conceber uma distância em passos do que em metros. Experimente isso em classe e mostre outros recursos para determinar o valor das grandezas.

 

Faça uma revisão sobre sistemas de unidades. Lembre-os de que o SI deriva do MKS (metro, quilograma, segundo). Após a leitura de VEJA, peça que os alunos relacionem as características que consideram importantes para a escolha de uma unidade. Para servir como padrão, ela deve ser facilmente reproduzível e não sofrer variações significativas na indicação da grandeza física. Elabore uma lista das características no quadro-negro e comente as mais relevantes.

Faça um ligeiro relato sobre as origens do sistema inglês. Pés, polegadas e jardas eram definidas em função das dimensões anatômicas do rei. Todas as medidas eram recalculadas quando um novo monarca assumia a coroa.

Evidencie as inconveniências dos padrões ingleses, mas ressalte algumas de suas qualidades - são mais intuitivas e mais concretas que as do SI, pois se baseiam no corpo humano. Em seguida, sugira que a classe defina alguns sistemas alternativos para medidas de espaço, massa e tempo usando apenas os recursos disponíveis na sala de aula. Relacione as sugestões e analise cada uma delas. Por fim, mostre como os astrônomos amadores fazem indicações de medidas angulares empregando um sistema baseado nas proporções (veja o quadro).

Se duas pessoas de biotipos distintos - um jogador de basquete e outro de futebol, digamos - realizarem medições como as exibidas no quadro, os resultados podem ser diferentes. A variação, entretanto, será bem menor do que se usassem medidas lineares absolutas da forma humana. Discuta com a turma por que isso acontece.

Se possível, leve os estudantes a campo para fazer determinações angulares do diâmetro da Lua e da distância entre as estrelas de Orion, a constelação onde se encontram as Três Marias. Esta pode ser facilmente observada em todo o Brasil durante o mês de março na região mais alta do céu (próxima do Zênite) por volta das 19 horas. Até as 23 horas, ela desloca-se paulatinamente para os lados do horizonte oeste, onde desaparece por volta da meia-noite.

Antes de realizar essa atividade, sugira uma calibragem, na classe, dos padrões de medida de cada um. Posicione os alunos bem afastados da lousa, peça que estiquem o braço e visualizem, no quadro-negro, os ângulos que podem ser medidos com sua mão (fechada em figa, aberta espalmada, só o dedo mínimo, só o polegar etc.). Marque, com giz colorido, as extremidades dos ângulos visuais na lousa. Em seguida, com um cálculo aproximado, obtenha os valores dos ângulo em radianos: ângulo em radiano é igual à distância linear entre os pontos marcados dividida pela distância do olho do observador até o quadro. Para converter em graus, basta multiplicar por 180 e dividir por π.

 

Texto de apoio

Ângulos visuais para localizar estrelas
Para indicar uns aos outros a posição das estrelas, os astrônomos amadores usam os ângulos visuais sob os quais duas delas podem ser observadas no céu. Para cada posição da mão estendida corresponde uma medida angular (ao lado estão cinco delas). A variação dos valores é muito pequena, de um observador para outro. Quem tem mão maior costuma ter braço mais comprido, de modo que a relação das medidas é quase a mesma para todos.

 

 

Créditos:
Renato da Silva Oliveira
Formação:
Coordenador do Planetário Móvel AsterDomus, de Tatuí (SP)
Autor Nova Escola

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