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Fuso horário: medidas de tempo e espaço

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Explicar aos alunos o conceito de fuso-horário e o modelo de divisão geográfica das horas

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Boa parte das formas de medição de tempo e espaço (e de orientação nessas grandezas) teve como referência o que era visível para o homem na Antigüidade: os astros. O que foi desenvolvido no passado ainda serve de base para as novas técnicas. É o caso do fuso horário, conceito citado por VEJA. Retome com a turma a lógica desse conhecimento.

Lembre que a primeira ciência foi a Astronomia. Que necessidade nossos antepassados tinham de focar o olhar em algo tão distante? Foi assim que o homem começou a ter algum domínio sobre o tempo e o espaço. Associar a passagem do tempo à observação dos astros foi uma escolha que ainda hoje fundamenta nossas medidas. Poderia ter sido de outra forma?

Após a leitura de VEJA, recorde a definição de fusos horários. Podemos entendê-los como uma leitura da distribuição geográfica das horas nas diferentes partes do planeta? Os movimentos celestes determinam que a cada momento apenas uma faixa do globo tem o sol a pique. Isso ocorre ao meio-dia, ou meridien em latim, do qual deriva o termo meridiano. Diga que meridianos são linha imaginária, no sentido longitudinal, "traçadas" ao meio-dia. Se eles têm origem na passagem do tempo, servem também para orientar a própria distribuição geográfica do tempo?

O intervalo entre dois meridianos chama-se fuso. Por exemplo: se escolhermos um meridiano na longitude 60º Oeste e outro na longitude 55º Oeste, teremos entre eles um intervalo de 5º. No Equador isso corresponde a 555 quilômetros (5º x 111 quilômetros). Tal intervalo é, no caso, o fuso. Mas será um fuso horário?

2ª etapa 

Instigue a curiosidade geral: o fuso horário não é um intervalo adequado entre os meridianos para dar um número redondo em relação ao tempo de rotação da Terra? Como todos sabem, a ciência convencionou que o planeta leva 24 horas para dar uma volta em torno do próprio eixo. Mas a Terra é um geóide, sólido geométrico similar a um elipsóide, que por sua vez se aproxima da esfera. Com base em qual dessas figuras os estudantes supõem que os fusos horários são calculados? Chame a atenção para o quanto há de criação humana nesse contexto: o globo terrestre não é esférico, mas é o formato de bola que nos serve de referência para as medidas de espaço e tempo.

Sabemos que o fuso horário é um intervalo de 15º entre meridianos. Os alunos sabem dizer o porquê dessa graduação? Tem a ver com a segmentação da esfera em 360º. A confirmação vem de uma operação simples: peça que a garotada divida a graduação da esfera por 24 horas. Concluído o cálculo, pergunte se também podemos nos referir ao fuso dizendo que cada hora de rotação corresponde a 15º da superfície terrestre. Na linha do Equador, 15º equivalem a 1.670 quilômetros (15º x 111 quilômetros).

Por fim, questione a classe sobre a localização do fuso zero, a partir do qual todas as horas dos outros fusos são marcadas. Conte que, assim como o Meridiano de Greenwich indica a longitude zero, ele é a referência mundial de horário - o fuso zero.

Créditos:
Fernanda Padovesi Fonseca
Formação:
Professora de Cartografia do UniFIEO, de Osasco
Autor Nova Escola

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