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Força da mente: a anatomia e o funcionamento do cérebro

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Ampliar os conhecimentos sobre a anatomia e o funcionamento do cérebro

Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

O extraordinário mundo mental contém informações em quantidade comparável ao das galáxias. Os estudos do cérebro, o pequeno espaço que abriga esse universo, revelam surpresas e vêm quebrando tabus. Esse plano de aula que permite aos alunos estender e atualizar seus conhecimentos sobre as funções cerebrais.

Juntamente com o Sistema Endócrino, o Sistema Nervoso é responsável pela maioria das funções de controle do organismo: contrações musculares, fenômenos viscerais, secreção de determinadas glândulas endócrinas. Responde também pela interpretação das milhares de informações sobre o meio que chegam ao cérebro pelos órgãos dos sentidos. E, depois da interpretação, ele determina a resposta a ser dada pelo organismo e expede o comando exato para sua execução.

Sob o aspecto anatômico e organizacional, o Sistema Nervoso pode ser dividido em:
Central (SNC), que contém o encéfalo e a medula espinhal e processa e integra as informações;
Periférico (SNP), formado pelos nervos e gânglios, é responsável pela condução de informações entre os órgãos receptores de estímulos, o SNC e os órgãos efetuadores (músculos, glândulas etc).

O cérebro faz parte do encéfalo. Situa-se no interior da caixa craniana e é protegido pelas meninges - as três camadas de tecido conjuntivo. Entre duas delas circula o líquido cefalorraquidiano, que suaviza os choques mecânicos contra os ossos do crânio e da medula.

A camada mais externa do encéfalo tem cor cinzenta. É composta por corpos celulares de neurônios. A região mais interna tem cor branca e é constituída sobretudo por fibras nervosas, dendritos e axônios. A cor branca se deve à bainha de mielina que reveste as fibras.


Faça uma revisão sobre: neurônios, nervos, organização do Sistema Nervoso, sinapses e neurotransmissores.

2ª etapa 

A partir da leitura do texto de apoio e da reportagem, sugira que os alunos, divididos em grupos, imaginem as mais diversas situações (sentir o cheiro de uma comida, ouvir um grito assustador, ler um livro) e tentem traçar o provável caminho das informações ao longo do Sistema Nervoso até atingir o cérebro, destacando a região em que serão interpretadas e o percurso da resposta.

3ª etapa 

Proponha uma brincadeira simples: a reprodução de um desenho através de um espelho. Como a imagem chega aos olhos invertida, o cérebro é obrigado a coordenar movimentos que, do ponto de vista do observador, parecem ser inversos ao gesto habitual de escrever. A pessoa precisa parar para pensar qual deve ser o movimento.

4ª etapa 

Mostre aos alunos as regiões que algumas doenças do cérebro ou do sistema nervoso atacam, como as de Parkinson, de Huntington e de Alzheimer (sem identificá-las), e peça que tentem determinar os prováveis sintomas.

5ª etapa 

Proponha a seguinte situação absurda: uma pessoa nasce com uma doença que resulta da troca de ligação de alguns nervos, o nervo auditivo chega ao cérebro na área visual e o óptico na auditiva. Essa pessoa escutaria luzes e veria sons? O objetivo é permitir que os alunos percebam que é o cérebro que ouve e vê. Os órgãos do sentido servem unicamente como a "porta de entrada" dos estímulos.

6ª etapa 

Coordenação da vida
Cada função do corpo humano é coordenada por uma das regiões do encéfalo. Proponha aos alunos a elaboração de uma lista de brinquedos que se oferecem a crianças de diferentes idades, desde móbiles até os barulhentos e os de armar, e peça que imaginem quais áreas do cérebro da criança esses brinquedos estimulam e que habilidades permitem desenvolver, lembrando que se trata de novas conexões entre neurônios. 

Para saber mais

Estimule na hora certa

Existem limites de tempo para que o cérebro de uma criança determine a criação de habilidades específicas

Até o limite, os estímulos corretos vão determinar os neurônios a serem usados e estabelecer quão inteligente, segura e articulada a criança será. Antes das palavras, o bebê registra os sons. Quando ouve um fonema repetidas vezes, os nervos de seu ouvido estimulam a formação de conexões especializadas no córtex auditivo do cérebro. Crianças de linguagens diferentes têm a configuração desses neurônios também diferentes. Por volta de 1 ano de idade, elas perdem a capacidade de discriminar sons que não têm significado na sua linguagem: seu balbuciar já adquire o som da linguagem nativa. Assim, se seu primeiro contato com uma segunda língua ocorrer somente após os 10 anos de idade, será muito improvável que ela venha a falar sem sotaque.

A música ouvida na fase de bebê ativa os circuitos neurais. Como os demais, os circuitos dedicados à música também permanecem. E acredita-se que, quando a criança exercita os neurônios corticais ouvindo música, ela também estimula os circuitos usados para Matemática e lógica.

Os circuitos controladores da emoção se delineiam antes do nascimento e, aparentemente, envolvem diversas partes do cérebro. Alguns cientistas crêem que as emoções estejam no centro do processo do pensamento racional.

Os movimentos do feto começam após 7 semanas. As células do cerebelo, que vão controlar os movimentos e a postura, levam mais de 2 anos para formar circuitos funcionais. Restringir a atividade da criança nos primeiros 4 anos implica inibir a formação de conexões sinápticas no cerebelo. Imobilizada nessa fase, a criança poderá aprender a andar, mas com dificuldade.

 

Veja também:

Bibliografia
Biologia dos Organismos
, J.M. Amabis e G.R. Martho, Ed. Moderna, fone: 2790-1500
Fisiologia Básica, C.G. Guyton, Ed. Interamericana, fone: (11) 3039-9770

Créditos:
Marcos Engelstein
Formação:
Professor de Biologia do Colégio Santa Cruz, de São Paulo
Autor Nova Escola

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