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Expansões marítimas da Europa e a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Revisar conhecimentos sobre a chegada da família real ao Brasil e analisar as expansões marítimas dos países europeus 

Conteúdo(s) 

Expansões marítimas dos países europeus

 

Ano(s) 
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 

O texto sobre a vinda da família real para o Brasil informa que a frota anglo-portuguesa enfrentou várias tempestades. E se uma delas tivesse afundado a nau Príncipe Real, que transportava o regente Dom João e seus filhos Pedro e Miguel? Quais seriam os desdobramentos políticos em Portugal e no Brasil? A reportagem e este plano de aula vão mostrar aos estudantes que os perigos do mar, no início do século XIX, eram tão ameaçadores quanto os canhões dos navios de guerra.

Peça que os alunos citem as ameaças enfrentadas pela frota que veio para o Brasil. Qual delas pareceu mais perigosa? Por quê? Em seguida, apresente à turma um panorama das dificuldades encaradas pelos marinheiros e passageiros nas viagens pelos oceanos. No tempo dos veleiros, a falta de ventos podia ser tão grave quanto uma tempestade. As condições a bordo não eram favoráveis para estocar alimentos e água para longas travessias; a sede diminuía a resistência das tripulações, tornando-as incapazes de manejar a embarcação e chegando a causar mortes.

As tempestades eram outra ameaça. Os ventos arrastavam o navio e, por vezes, lançavam-no contra o litoral ou recifes. Mas o maior perigo eram os incêndios, que se alastravam pela madeira seca e pelo velame em questão de minutos.

Havia ainda as doenças ¿ sugira que os jovens busquem informações sobre essas enfermidades com o professor de Biologia ¿, como o escorbuto, que enfraqueciam as tripulações, incapacitando-as para o desempenho de um trabalho que era extenuante. Muitos marinheiros sofriam acidentes mortais ou morriam de pura exaustão.

Conte que foi com esses homens esgotados, debilitados por doenças, que as frotas britânica e francesa travaram uma luta de morte nos grandes combates navais das guerras napoleônicas. Vale a pena encomendar pesquisas sobre o tema. Afinal, conflitos marítimos, estratégias militares e heróis fascinam pessoas de todas as idades, especialmente os adolescentes. Aqui você encontra um terreno fértil para trabalhar com os estudantes o contexto do período napoleônico. Providencie mapas históricos que permitam seguir melhor os confrontos. Torna-se fundamental, nesse momento, ressaltar o papel dos marinheiros e dos muitos que perderam a vida nessas batalhas.

Um bom ponto de partida é a Batalha de Aboukir, ou Batalha do Nilo, que em 1798 opôs treze navios da frota francesa, ancorados na baía de Aboukir, perto de Alexandria, no Egito, a catorze embarcações britânicas. Enfatize a estratégia de Napoleão Bonaparte, de conquistar o Egito e, a seguir, invadir a Índia dominada pelos britânicos. Os navios franceses, imobilizados, tinham mais poder de fogo, mas o contra-almirante inglês Horatio Nelson atacou audaciosamente à noite os flancos da esquadra inimiga. Apenas dois navios franceses escaparam, os demais foram capturados ou afundados. Com isso, o exército francês, embora vitorioso no Egito, ficou paralisado, sem poder retornar à Europa; a estratégia de conquista da Índia desmoronou e, por um bom tempo, foi adiada qualquer perspectiva de um desembarque francês nas Ilhas Britânicas.

2ª etapa 

Peça à turma que pesquise sobre um combate naval tão decisivo quanto o de Aboukir: aquele travado em 1805 na altura do cabo Trafalgar, ao sul de Cádiz, na Espanha. Para orientar a investigação, conte que participaram da Batalha de Trafalgar, como o confronto ficou conhecido, uma esquadra franco-espanhola comandada pelo almirante francês Villeneuve e uma frota britânica dirigida por Nelson. Embora contasse com 33 navios (contra os 27 de Nelson), o almirante francês tinha uma séria desvantagem: sua frota jamais havia atuado de maneira unificada. Ainda assim, em caso de vitória, Villeneuve poderia, num segundo momento, invadir as Ilhas Britânicas quase sem oposição.

A estratégia dos britânicos em Trafalgar foi arriscada. Contrariando a clássica formação em linha (adotada pela frota inimiga), Nelson optou por uma formação em duas colunas para "quebrar" o alinhamento oponente em três partes, fragilizando dessa forma a linha franco-espanhola. Os navios britânicos foram vitoriosos, apesar de Nelson ter morrido em combate. O almirante Villeneuve, por sua vez, suicidou-se após a derrota.

Destaque, a seguir, os desdobramentos estratégicos da vitória inglesa em Trafalgar: descartando seus planos de invadir a Inglaterra, Napoleão decidiu vencê-la por outros meios e lançou mão de seu famoso Bloqueio Continental contra o comércio britânico, posto em prática em 1806. Aqui fica clara a interface com a vinda da família real portuguesa para o Brasil. Diante da invasão napoleônica a Portugal, os Bragança refugiaram-se em sua colônia mais rica, que logo se revelou a porta de entrada ideal para o ingresso britânico nos mercados da América Latina.

 

 

Quer saber mais?

Internet 
O site British Battles (em inglês) traz um amplo material analítico e iconográfico sobre a Batalha de Trafalgar.  

 

Créditos:
Álvaro Giansanti
Formação:
Historiador e diretor do Colégio Pueri Domus Itaim Bibi, em São Paulo
Autor Nova Escola

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