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Examine os efeitos nocivos do oxigênio sobre o corpo humano

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Compreender os efeitos fisiológicos da hiper e da hipoxigenação.

Material necessário 

Reportagem da Veja:

 

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução 

O comportamento da juventude é assunto freqüente nas páginas de VEJA. Nesta edição, os leitores são apresentados a um modismo que nasceu no Japão, espalhou-se rapidamente pela Europa e América do Norte e já desembarcou em terras brasileiras ¿ com o perdão do trocadilho ¿ com todo o gás: inalar oxigênio em bares. Segundo um entrevistado, essa nova mania dá aos consumidores mais energia para seguir na balada noite adentro. Outras benesses, garante a mesma fonte, são a alegria efusiva e, maravilha das maravilhas!, a sensível redução da indesejável dor de cabeça e da ressaca no dia seguinte. Por outro lado, a comunidade médica mostra-se irredutível quanto ao barato do oxigênio com aroma de hortelã ou eucalipto: é tudo balela.

Aproveite essa controvérsia e a probabilidade de o hábito entrar para o cotidiano dos estudantes. Aborde em classe os efeitos do excesso e da falta de 02 em nosso organismo. A lição ajudará a turma a compreender que, antes de formar um opinião sobre um tema científico cujos resultados ainda estão em estudo, é bom analisar todas as variáveis da questão. Fale dos perigos do consumo de oxigênio sem orientação médica... antes que a novidade se dilua.

Providencie informações sobre as dificuldades respiratórias vividas por um alpinista durante a escalada de grandes altitudes para subsidiar uma discussão com os alunos (veja duas indicações de obras sobre o tema no final deste roteiro de aula). Distribua cópias do quadro abaixo sobre os efeitos fisiológicos sentidos de acordo com o aumento ou a diminuição do percentual ideal de oxigênio. Use esses dados para esclarecer eventuais dúvidas.

2ª etapa 

Depois de promover a leitura de VEJA, peça que os estudantes avaliem esse novo modismo. Respeitando a seqüência de informações apresentadas no texto, formule uma série de perguntas sobre cada tópico. Há alguma diferença entre ingerir o oxigênio por meio de um cateter ou de uma máscara? Existem riscos de contaminação para quem partilha esses instrumentos com outras pessoas num bar? Destaque os dois pontos de vista apresentados na reportagem sobre o assunto e instigue a participação da turma. Será que sorver oxigênio sem necessidade traz benefícios, como apregoam os adeptos dessa prática? Ou não há realmente nenhum fundamento científico nessa novidade, conforme argumenta a médica entrevistada pela reportagem? Quem, na classe, já se preocupou em observar a presença do oxigênio nos produtos citados ao final do texto (bebidas esportivas, água mineral, pílulas e cremes anti-rugas)? Eles são realmente mais eficazes do que aqueles cuja fórmula que não apresenta tal componente?

Organize algumas atividades físicas para a turma, como uma partida de futebol ou uma corrida ao redor do pátio. Verifique o ritmo respiratório dos alunos (batimento cardíaco) em situações de repouso e após o exercício. Registre os dados numa tabela e compare o condicionamento de cada um. Por que os números registram diferenças?

No laboratório de Informática, visite com os adolescentes o site indicado abaixo e peça que todos simulem a atividade ali proposta, alterando o peso do personagem fictício e os exercícios pedidos. A garotada deve anotar o gasto energético despendido em cada simulação, principalmente em relação a três atividades: mergulho com garrafa (scuba), mergulho sem garrafa (apnéia) e escalada carregando 20 quilos de equipamento. Peça que os alunos, de posse desses números e dos dados do infográfico ao lado, justifiquem o porquê dos riscos representados pelas grandes altitudes, considerando dois pontos:

 

  • a variação da pressão barométrica e suas implicações nas trocas gasosas (ventilação pulmonar); e
  • a crescente necessidade fisiológica do porcentual de oxigênio na respiração celular e a sua escassez sob essas condições adversas.


Para ir mais longe


Escalada passo a passo
 
 

Para saber mais


Só na medida certa
O ar que respiramos é uma mistura de vários gases, principalmente nitrogênio (78,62%) e oxigênio (20,84%). Esse último, apresentado na reportagem de VEJA como a grande novidade entre a juventude nos bares da moda, provoca vários efeitos no organismo de acordo com a quantidade ingerida. Se inalado em excesso (hiperóxia), o oxigênio causa, entre outras coisas, lesão ao ouvido ¿ obstrução do canal que liga a faringe à caixa do tímpano ¿ e, em pessoas idosas, miopia de caráter reversível. Por outro lado, a hiperóxia é indicada para estimular a produção de colágeno em peles queimadas, tem efeito antibacteriano e antiinflamatório, promove a reversão de intoxicações respiratórias e equilibra o efeito mecânico da descompressão rápida durante a prática de mergulho em grandes profundidades. Oxigênio em quantidade além do normal só deve ser aspirado com supervisão médica e numa câmara hiperbárica ¿ espécie de tubo vedado em que o paciente fica deitado, respirando o gás que se difunde mais rapidamente no sangue por causa da alta pressão no interior da máquina. Quando um indivíduo se ressente da falta de oxigênio no organismo (hipóxia) ¿ na subida de uma montanha, por exemplo ¿, sofre alterações no sistema nervoso central, principalmente na capacidade de julgamento. Há uma tendência à repetição de movimentos e a memória falha até com relação a fatos recentes. A mente mistura estágios de euforia, depressão, agressividade, confiança excessiva etc. ¿ exatamente como nos casos de alcoolismo moderado. A visão fica afetada e a sensibilidade auditiva e tátil diminui consideravelmente.

 

Veja também:

BIBLIOGRAFIA
No Ar Rarefeito
, de Jon Krakauer, Companhia das Letras, tel. (11) 3167-0801

FILMOGRAFIA
Limite Vertical
, de Martin Campbell, Columbia Pictures, tel. (11) 5503-9898

INTERNET
Cooperativa do Fitness

Créditos:
Miguel Castilho Junior
Formação:
Professor de Biologia da Escola Lourenço Castanho, de São Paulo
Autor Nova Escola

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