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Estudos de paleontologia e evolução das espécies

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Informar os alunos sobre os estudos de paleontologia e evolução das espécies.

Ano(s) 
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução

A reportagem Ancestral do Porquinho-da-Índia Mordia com a Força de um Tigre apresenta o Josephoartigasia monesi, o maior roedor conhecido, que viveu há 3 milhões de anos, descoberto graças à análise feita por pesquisadores britânicos e uruguaios de um crânio encontrado no Uruguai em 2007. Use o texto como ponto de partida para revisar os conceitos de conceitos de evolucionismo, pautado pelas teorias do inglês Charles Darwin (1809-1882) de que as espécies sofreram alterações ao longo do tempo por meio da seleção natural, e criacionismo, a crença de que o homem e os seres vivos são criação de uma força sobrenatural ou Deus.

Introduza o conceito de paleontolgia, que busca recuperar o passado da vida na Terra. Para isso, os cientistas se equipam com picaretas, martelos e bastante paciência. Atualmente, também contam com recursos tecnológicos avançados - tomógrafos, por exemplo. Esses pesquisadores buscam fósseis em locais muitas vezes inóspitos. Daí advêm suas maiores aventuras: presenciar revoadas de morcegos, ficar frente a frente com feras, passar dias sem tomar banho... Alguém da turma está disposto a levar uma vida assim?

Paul Sereno, além de competente em sua área, é um dos mais influentes divulgadores da ciência de nossos dias, como mostra a reportagem  Mister Dinossauro. O paleontólogo refere-se à própria carreira com entusiasmo e certa dose de cinismo. Pergunte aos alunos o que sabem sobre a profissão. Eles a vêem com o mesmo ar de romantismo mencionado pela revista? 

Use a reportagem como estímulo para simular uma escavação paleontológica na escola. Desafie a classe a participar de um projeto em que todos vão simular o processo de fossilização e o trabalho de um paleontólogo (tranqüilize-os: ninguém precisa correr riscos nem abrir mão do banho), além de criar uma exposição com o objetivo de promover a divulgação científica. As atividades devem se desdobrar em várias etapas e podem ser feitas por grupos de até quatro pessoas.

 

 

2ª etapa 

Uma vez montadas as equipes, oriente um estudo sobre algumas formas de vida existentes num determinado período geológico e num mesmo ambiente, escolhidos em comum acordo com a sala. Peça que sejam caracterizados os principais grupos de seres vivos (reinos Metafita e Metazoa) observados na investigação.

 

3ª etapa 

Reserve esse tempo para os exercícios enumerados no quadro abaixo - exceto a exposição, que deve coroar o fim do projeto.

Para seus alunos




 

4ª etapa 

Após a "descoberta" dos fósseis, que podem ser de animais ou vegetais, os adolescentes vão nomeá-los (dentes, fêmures, folhas de plantas etc.), reproduzir suas formas num desenho e criar um pequeno texto descritivo de seus prováveis hábitos de vida. Se julgar conveniente, peça que seja fornecido também o nome científico da espécie. Para isso, recorde com a garotada as regras da nomenclatura binominal.

 

5ª etapa 

Aproveite o fato de todos os fósseis criados referirem-se a espécies que supostamente habitavam uma mesma localidade para sugerir a elaboração de uma possível teia alimentar dos seres encontrados. Os grupos precisam levar em conta as características físicas e os hábitos de cada criatura. Em seguida, encomende a redação de um novo texto que vai procurar recontar como era esse paleoecossistema.
 

 

6ª etapa 

Construa com a moçada um painel com os fósseis e as respectivas representações gráficas, as ilustrações do paleoecossistema e da teia alimentar e o texto explicativo - que deve conter:

 

  • O nome e a série dos autores;
  • Um resumo dos dados sobre como deveria ser esse paleoecossistema;
  • Um título para o paleoecossistema, em destaque;
  • Os nomes popular e científico dos seres junto ao desenho de cada um;
  • O nome do período geológico em questão e há quanto tempo ele ocorreu.


Depois de exibir o material para as demais classes, abra a escola para a comunidade - de preferência com um evento à altura do esforço da turma. É recomendável que a exposição ocorra sob a monitoria dos alunos, que darão ao público as explicações necessárias.

Para ir mais longe
Você pode levantar várias questões no decorrer do projeto. Eis algumas:
Que outros processos de fossilização existem? Como eles se dão?
Que partes dos seres vivos são geralmente encontradas nos registros fósseis? Por que o achado de outras partes é mais raro - ou impossível?
Em que se baseia um paleontólogo para tentar reconstituir o cenário de um paleoecossistema?
Qual a importância do estudo de fósseis para a evolução? Há contradições nas conclusões dos cientistas?
Os fósseis podem ser considerados evidências que reforçam as idéias evolutivas de Lamarck e Darwin?
Como as religiões explicam a existência de fósseis? Essas visões são incompatíveis com a versão científica?
A cada etapa dos trabalhos, também é possível realizar pequenas avaliações. Na maior parte das vezes, elas levarão em conta a participação de cada estudante nas tarefas em equipe.

Para seus alunos

Formação acadêmica
Quem quiser seguir a carreira de paleontólogo, no Brasil, deve se diplomar em Biologia ou Geologia e especializar-se num curso de pós-graduação. Muitas instituições de todo o país oferecem programas stricto sensu de Geociências. Os mais bem conceituados, segundo a Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), são os da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de São Paulo.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Evolução dos Seres Vivos
, Nélio Bizzo, Ed. Ática, tel. (11) 3990-2100

INTERNET
O site http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/400 oferece vários artigos relacionados à paleontologia no Brasil e no mundo 

 

 

Créditos:
José Manoel Martins
Formação:
Professor de Biologia do Colégio Oswald de Andrade-Caravelas, em São Paulo
Autor Nova Escola

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