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Economia de água e de energia

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Discutir os impactos das ações individuais e coletivas no meio ambiente
Conteúdo(s) 
  • Meio ambiente
  • Água
  • Energia

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Duas aulas
Material necessário 
 

 

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução 
Reportagem de VEJA sugere formas interessantes para economizar energia elétrica e diminuir o consumo da água em casa. Aproveite o texto e este plano de aula para debater com a turma os impactos de ações individuais e coletivas na preservação do meio ambiente.

Comece a aula perguntando aos alunos sobre hábitos cotidianos que ajudam a preservar o meio ambiente. Eles devem comentar ações como fechar a torneira ao escovar os dentes, não demorar no banho etc. Peça, então, que leiam a reportagem "Bom para o bolso e o planeta", publicada em VEJA.

Com base nela, inicie uma conversa com a turma sobre sustentabilidade. Aproveite o texto abaixo para colocar alguns pontos em discussão.

Texto de apoio ao professor

Quando se fala em economia de recursos no Brasil, há duas questões a observar. A primeira diz respeito ao acesso da população a esses recursos. Ainda hoje, a principal demanda do país é para que se universalize o abastecimento de água e energia. Muitas áreas - incluindo parcelas significativas das grandes metrópoles - ainda estão fora da rede de abastecimento. Antes de pensar em racionalizar o consumo, portanto, é preciso resolver a questão do acesso.

Outro aspecto importante tem a ver com a ideia de abundância. No imaginário brasileiro, existe a crença de que o país está seguro com relação aos recursos naturais. Há quem diga que viver em um país tropical, de rios enormes e caudalosos, significa ter acesso a fontes inesgotáveis de água e energia elétrica. Essa visão faz com que a bandeira da economia de recursos perca força.

 

Pergunte à turma quais os fatores que contribuem para o aumento da preocupação em relação aos recursos naturais. Ouça as respostas e conclua que ela é fruto de uma consciência ambiental ainda frágil no país, que vem, aos poucos, ganhando espaço.

Coloque para a classe que boa parte dessa consciência se dá em função do custo da energia no orçamento doméstico. Como mostra a reportagem, certos ajustes no consumo resultam em uma economia monetária interessante.

Chame a atenção da moçada para os exemplos apresentados na reportagem. Nenhuma das ações interfere diretamente em hábitos culturais dos indivíduos e nem se refere às práticas públicas. Pergunte se devemos pensar a economia de recursos apenas nesse plano limitado ou se ela deve estar ancorada em mudanças estruturais.

Para que a turma possa responder, coloque em debate a influência de aspectos culturais na preservação dos recursos. Um exemplo está na própria reportagem. Segundo o texto, as adolescentes usam excessivamente o secador de cabelos e gastam muita energia. Questione a classe se elas estão exercendo uma vaidade natural da idade ou se são influenciadas pela moda. Ouça as respostas e discuta-as.

Em seguida, peça que os alunos se coloquem em duplas e proponha três atividades:

1. Fazer um levantamento de hábitos culturais - ligados ou não à moda - que induzem o gasto elevado de energia;

2. Fazer um levantamento do gasto de água (pode ser uma estimativa de litros) e de energia (tempo de funcionamento de aparelhos) de cada integrante da dupla. Distinguir o que é consumo por necessidade física - iluminação, banho etc - e o que é resultado de práticas culturais;

3. Avaliar e opinar se devemos enfrentar esses hábitos culturais ou tratá-los como fatos imutáveis.

Quando as duplas terminarem, peça que apresentem suas opiniões e discuta-as coletivamente.

2ª etapa 

Mostre aos estudantes que economizar recursos naturais no ambiente doméstico é importante, mas questione-os sobre o impacto dessa economia no conjunto geral. Explique à moçada que o consumo doméstico pesa relativamente pouco. Há outras áreas que merecem uma atenção especial. Pergunte à turma se sabem dizer quais são elas.

Comente que há uma grande complexidade de ações individuais e coletivas que impactam o meio ambiente. Para analisá-las é preciso colocar em debate vários interesses sociais conflitantes.

Tome como exemplo a questão do transporte. Pergunte à classe as razões que levam alguém a optar pelo carro, em vez do transporte público. Com base nas respostas, coloque a afirmação abaixo em discussão:

"... as pessoas compram automóveis nas cidades e os usam intensamente porque o transporte coletivo (mais racional e bem mais econômico em termos energéticos) é muito ruim".

Observe se a classe concorda com tal afirmação. Comente que é importante tomar cuidado com algumas "verdades absolutas" e apresente os seguintes dados:

1. Curitiba é tida como a capital brasileira com a melhor estrutura de transporte coletivo do país. No entanto, é a que possui a maior média de automóveis por habitante, segundo dados de 2009 do IBGE: um carro para 1,8 moradores. A cidade convive cada vez mais com congestionamentos gigantescos, que implicam em um desperdício de energia incrível.

2. São Paulo, que é enorme, é a 3ª cidade nessa relação número de automóveis e população. Isso implica em uma frota de mais de oito milhões de automóveis. A maior concentração de veículos, no entanto, está justamente nos bairros mais valorizados e que são dotados de transporte coletivo. Quanto mais próximo do metrô, maior o número de automóveis. As informações são da tese de doutoramente A cidade sobre quatro rodas, defendida por Jaime Oliva na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Questione a classe sobre esses dados. Como eles contrastam com a afirmação anterior? Os alunos devem notar que a opção pelo automóvel não está ligada apenas à precariedade ou ausência de outras opções de transporte. Ela faz parte, também, de uma questão cultural.

Avaliação 

Como atividade avaliativa, proponha que as duplas façam uma lista dos gastos de energia presentes em prédios públicos ou privados (como um shopping). Com base nela, os alunos devem discutir os aspectos culturais por trás desse consumo.

Créditos:
Fernanda Padovesi Fonseca
Formação:
geógrafa e professora do Departamento de Geografia da USP
Autor Nova Escola

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