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Debata as rosas e os espinhos da defesa do meio ambiente

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Analisar as dificuldades e oportunidades dos órgãos de fiscalização e proteção ambiental.

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução 

Notícias sobre o patrimônio ambiental brasileiro e as dificuldades para mantê-lo preservado têm presença constante nas páginas de VEJA. Nesta edição, a reportagem sobre os obstáculos enfrentados pelos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) oferece uma boa oportunidade de reflexão. A aula a seguir - que pode ser organizada pelo professor de Biologia - instiga a uma discussão acerca do duro cotidiano dos defensores da natureza. Para melhorar essa realidade, é preciso que cada um de nós faça sua parte.

Depois de ler o texto de VEJA em classe e antes de dar início à discussão, divida a turma em três grupos e proponha um julgamento. Os objetos de análise: o lado florido e a porção espinhosa das atribuições dos fiscais do Ibama. A primeira equipe se encarrega de destacar e aprofundar - com base em pesquisas - as informações apresentadas na revista: um trabalho árduo, com poucas compensações. Outra se empenha em demonstrar a importância estratégica desses profissionais. Tire cópias do depoimento da bióloga Maurizélia Brito (veja quadro) e peça que um estudante o leia em voz alta. Concluídas as exposições, os membros do terceiro grupo vão avaliar os argumentos e emitir um parecer, uma espécie de veredicto.
Ajude cada grupo, em separado, a sedimentar suas teses. Para os alunos da primeira equipe, lance uma provocação. Sugira que eles peçam a extinção sumária do Ibama, uma vez que é impossível para 1400 indivíduos zelar pela natureza em todo o território brasileiro. Lembrar que o fiscal arrisca a vida e passa longos períodos distante da família em troca de um salário de 900 reais pode ser outra estratégia convincente.

Proponha que o segundo grupo enriqueça seu ponto de vista pesquisando atividades que complementam o trabalho dos fiscais do Ibama. É o caso de guardas florestais e membros de diversas ONGs de defesa ambiental, como o Greenpeace, o S.O.S. Mata Atlântica e o Projeto Tamar, entre outras. E como fica a participação de cada cidadão nessa história? Para rebater, a turma rival precisa de boas réplicas e assim por diante.

Cabe aos jurados fazer, com a orientação do professor, uma análise lúcida da questão. Todos sairão ganhando.

Depoimento

Muita dedicação, paciência e coragem
"Sou fiscal do Ibama no Atol das Rocas há quase 10 anos. Trata-se de um dos lugares mais bonitos do mundo, formado por duas pequenas ilhas rodeadas de corais a 260 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte. Quando cheguei aqui, em 1993, não havia infra-estrutura para receber ninguém. Passei três anos dormindo numa barraca de lona, até que o instituto construiu um quarto-e-sala de madeira, que divido com três colegas. Nós somos a população local. Chego a ficar mais de cinqüenta dias sem ver minha família. A cada mês, um veleiro vem deixar água potável e mantimentos, e a única ligação de que dispomos com o resto do mundo é um telefone celular via satélite. Apesar de todas essas dificuldades, considero minha profissão maravilhosa. Cuido de 150.000 aves, mais peixes, crustáceos, tartarugas-verdes e de toda a flora marinha, tarefas que exigem muita dedicação, paciência e coragem, pois a degradação causada pelo homem não tem limites. Essa luta pode ser abraçada por qualquer um que ame a natureza." 

Maurizélia Brito, bióloga

 

 

Créditos:
Marcos Engelstein
Cargo:
Consultoria
Formação:
Professor do Colégio Santa Cruz, de São Paulo
Autor Nova Escola

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