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Conhecendo melhor os tubarões e as prováveis causas de ataques

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Analisar as prováveis causas dos ataques de tubarão e as características desses peixes.

Ano(s) 
Material necessário 
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução

Desde que o grande tubarão-branco protagonizou o filme-catástrofe de Steven Spielberg, a fama de terror dos mares cresce em torno desses peixes. A reportagem informa que os ataques a seres humanos são relativamente raros e praticamente não ocorrem na maioria das regiões litorâneas. No entanto, a cada investida, o imaginário coletivo coloca os tubarões como assassinos cruéis. Assim, como abordar o texto de VEJA, de maneira a alertar os estudantes sobre os perigos do tubarão como predador e, ao mesmo tempo, mostrar a importância desses organismos para os ecossistemas marinhos? Para responder a essa questão, acompanhe a atividade proposta.

Faça um levantamento do que a classe sabe sobre os tubarões. Como são seus dentes? Quais as diferenças entre eles e outros peixes - como o atum ou o cavalo-marinho, por exemplo?

Coloque em discussão hipóteses que expliquem a maior freqüência de ataques de tubarões no litoral recifense. Chame a atenção para um dado da reportagem: a destruição dos mangues nos arredores da capital pernambucana, que perturbou as condições ambientais da região.

Pergunte aos estudantes quantos deles já comeram postas de cação. Explique que esses peixes são espécies menores de tubarão, amplamente pescados e comercializados na costa brasileira. Apesar de pequenos, os cações também atacam os seres humanos. Por que não parecem tão ameaçadores?

As populações da maioria das espécies de tubarão estão em declínio. Para os alunos terem uma idéia da gravidade do problema, informe que desde 1986 desapareceram cerca de 89% dos exemplares de tubarão-martelo. Trata-se de uma espécie encontrada em todo o litoral brasileiro. Agressiva, é responsável por alguns incidentes envolvendo surfistas e banhistas. Conte que os tubarões não são caçados apenas porque despertam medo. O principal motivo é o uso comercial de sua pele, de sua carne e de outros recursos.

O ritmo acelerado de extinção remete a alguns aspectos ecológicos. Diga à classe que, por serem exímios predadores, os tubarões ocupam o topo de sua cadeia alimentar. A diminuição de exemplares pode significar o inchaço da população de presas naturais desses organismos, com conseqüências imprevisíveis sobre os ambientes marinhos. Faz sentido perturbar os ecossistemas oceânicos com o abate indiscriminado dos tubarões? Há formas de prevenir os banhistas contra eventuais investidas? Lembre que é sempre arriscado comprometer o equilíbrio da natureza: aparentemente, os ataques verificados no litoral pernambucano estão associados a distúrbios ambientais.

2ª etapa 

Proponha que a turma verifique o que os amigos e familiares pensam a respeito dos tubarões. Eles causam problemas tão freqüentes a ponto de os seres humanos quererem extinguir deliberadamente esses bichos? As pessoas têm medo de tubarões porque conhecem vítimas de investidas ou por causa de notícias e filmes como os da série Tubarão? O resultado da pesquisa pode ser organizado no quadro-negro e discutido em sala de aula.

Exiba para os alunos o box abaixo, que traz informações sobre o formato, a pele e os dentes dos tubarões. Tais aspectos ajudam a entender por que esses animais estão entre as espécies mais bem-sucedidas em termos evolutivos, presentes nos mares há mais de 400 milhões de anos. Outra atividade interessante consiste em pedir que os alunos tragam para a classe alguns exemplares inteiros de cação, para uma aula prática sobre a anatomia desses peixes.

Proponha que os estudantes desenhem a anatomia externa do cação, observando minuciosamente a arcada dentária, as presas, os olhos e as nadadeiras. Chame a atenção para a diferença de cor existente entre as regiões dorsal e ventral. Lembre que, vistos de cima, esses animais ficam camuflados contra o fundo escuro do mar e, vistos de baixo, confundem-se com a luminosidade de fora da água. Peça que passem a mão na pele do cação, deslizando os dedos da ponta do focinho para a cauda e vice-versa. Ensine que as escamas do animal têm a mesma origem que seus dentes, permanecendo fortemente ligadas à pele, diferentemente das escamas de outros peixes.

Após a observação da anatomia externa, sugira que os jovens abram o cação, usando uma tesoura de ponta na região ventral, e observem as características internas. Destaque a ausência de bexiga natatória e a presença do fígado volumoso e discuta as estratégias de flutuabilidade dos tubarões - como o acúmulo de óleo no fígado e o esqueleto cartilaginoso.

Retire uma vértebra e um dente do cação e mostre-os à turma. É comum essas estruturas serem usadas como ornamentos pelos jovens, compondo correntes, gargantilhas e tornozeleiras. Proponha uma busca na internet com o objetivo de coletar mais dados sobre as espécies de tubarão citadas em VEJA.

Para saber mais 


O tubarão visto de perto
Design - O formato hidrodinâmico do corpo do peixe faz dele um veloz predador marinho

Pele e outros recursos - A pesca do tubarão tem, entre objetivos diversos, a retirada de sua pele, utilizada como lixa. A carne é comestível e o volumoso fígado fornece um óleo rico em vitaminas

Cartilagens - Os tubarões pertencem à classe dos peixes com esqueleto cartilaginoso (e não ósseo). Algumas culturas incluem a barbatana e outras cartilagens dos tubarões entre as iguarias culinárias

Dentição - Os dentes dos tubarões estão dispostos em fileiras sucessivas e renovam-se continuamente: quando o animal perde um dente, outro ocupa o lugar

 

Veja também:

INTERNET
Este site traz informações sobre as espécies de tubarões encontradas no litoral brasileiro

Créditos:
Miguel Ângelo Thompson
Formação:
Professor de Biologia da Escola Nossa Senhora das Graças
Autor Nova Escola

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