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Cartografia: análise de imagens de satélite

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Analisar imagens de satélite e discutir como os avanços nesse tipo de projeção

Conteúdo(s) 

Cartografia, projeções verticais

Ano(s) 
Tempo estimado 
Uma aula
Material necessário 

Reportagem de VEJA:

Computador com acesso à internet

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

As imagens do terremoto e do tsunami ocorridos no Japão são impressionantes. E impressiona também o avanço da tecnologia e a possibilidade de se ter acesso a muitas imagens de boa qualidade, em tempo real. Aproveite o tema em sala de aula.

 

Texto de apoio ao professor

Nas pesquisas científicas, desde o lançamento do primeiro satélite, imagens em datas sequenciais foram aproveitadas para observar o planeta. Logo no início, por volta dos anos 1970, esses registros eram usados, entre outras coisas, para entender a dinâmica da supressão das florestas mundiais. As imagens do satélite Landsat permitiam a tomada de cena da mesma área na superfície terrestre de 18 em 18 dias, com uma resolução espacial de 80 metros.

Trinta anos depois, o satélite Ikonos inaugurou a ideia de visualização da dinâmica dos acontecimentos com o registro do dia seguinte ao atentado de 11 de setembro em 2001 - mostrando ainda a fumaça após a queda das torres.

De lá para cá, os registros evoluíram exponencialmente. Hoje temos imagens que enxergam melhor e nos mostram o mesmo local em um intervalo de tempo muito menor. Podemos, assim, analisar com mais detalhe os fenômenos e apreender, ao mesmo tempo, sua dinâmica.

 

Apresente aos alunos as imagens do Japão antes e depois do terremoto e dos tsunamis que assolaram o país no início de março.

Com base nelas, proponha que a turma aprofunde os conhecimentos sobre duas características das imagens de satélite: resolução espacial e resolução temporal. Explique que tais características são fundamentais para a observação das modificações empreendidas na paisagem em Natori, Sendai, Minamisanriku e Rikuzentakata após a catástrofe.

Resolução espacial
Peça que os alunos se coloquem em duplas e utilizem as ferramentas de zoom e de transição de imagens (para ver como era a paisagem antes e depois do evento). Com base nessa experiência, discuta como são feitas as imagens de satélite. Pergunte por que é possível dar zoom nelas. Questione se essa funcionalidade também vale para mapas impressos. Explique que não se pode buscar informações mais detalhadas em um mapa por meio de uma simples ampliação. Comente com a turma a importância da escala nos mapas, dizendo que ela mostra ao leitor o grau de detalhamento da informação apresentada.

Diga aos alunos que as imagens de satélite permitem aumentar o grau de detalhamento por meio do zoom até o limite do que chamamos de resolução espacial - que é a capacidade da imagem de "enxergar" os objetos na superfície terrestre. Pergunte qual será o tamanho real dos objetos que foram capitados pela imagem.

Em seguida, proponha uma pesquisa sobre as imagens que aparecem na página de VEJA. Pergunte a origem delas. Os alunos devem descobrir que são imagens captadas pelo satélite GeoEye, lançado em 2008, e são as mesmas utilizadas pelo Google Earth. Pergunte se a classe o programa. Conte que se trata de uma ferramenta que apresenta mapas de altíssima resolução espacial, de 41 centímetros no modo pancromático (quando são apresentadas em um canal somente e em preto e branco) e 1,6 metros no modo multiespectral (que são as imagens coloridas, como a da página de VEJA). Explique que, com isso, é possível chegar a um zoom que detecta objetos com tamanho real de até 1,6 metros. Objetos menores não são detectados.

Após essa pesquisa, discuta com os alunos se o tamanho dos objetos apreensíveis na imagem tem relação direta com a resolução espacial do GeoEye e quais as correlações e análises podem ser feitas na paisagem pré e pós evento.

Resolução temporal
Peça que os alunos reflitam sobre as datas das imagens. Pergunte qual o espaço de tempo entre as fotos colocadas como "antes" e "depois". A resposta vem com a discussão sobre a resolução temporal das imagens do GeoEye - ou seja, a periodicidade com que são atualizadas. Explique que essa atualização acontece toda vez que o satélite passa pelo local.

Proponha que a classe pesquise qual o intervalo de tempo entre duas passagens do satélite sobre o mesmo ponto da superfície. Os alunos vão ver que a resolução temporal é de três dias. Portanto, as imagens são de, no máximo, três dias após o evento.

Outra característica importante do satélite é a sua órbita. O GeoEye está em órbita heliossíncrona a uma altitude de 684 km da superfície terrestre. Pergunte qual a relação da órbita com a resolução temporal.

Explique à turma que o satélite possui uma órbita polar. Ele passa sobre a superfície terrestre em uma linha que vai de pólo a pólo e coincide suas tomadas de cena em sincronia com o sol. Por essa razão, vemos cenas diurnas no site de VEJA.

Conte à moçada que o satélite tem, ainda, outro importante recurso para tomadas de fotos em tempo real: a capacidade de inclinar-se e realizar manobras em órbita. Isso permite que a câmera faça imagens da Terra em locais pré-definidos. Uma observação desse potencial pode ser feita nas sombras dos seis tanques na imagem de Minamisanriku. Peça que os alunos infiram se as tomadas de cena foram feitas na mesma hora e no mesmo ângulo pelo satélite. As diferenças na sombra podem indicar, por exemplo, que o recurso de imageamento de locais pré-definidos foi utilizado na imagem pós o evento. Com isso, foi possível adiantar a resolução temporal de três dias.

Avaliação 
Ao longo das aulas, observe se os alunos entendem como as diferenças entre um mapa estático e as imagens obtidas pelo satélite GeoEye.
 
 

 

Créditos:
Fernanda Padovesi Fonseca
Formação:
geógrafa e professora de Cartografia do Curso de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).
Autor Nova Escola

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