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Biodiversidade de águas interiores

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 
  • Compreender a biodiversidade das águas interiores por meio da identificação dos ecossistemas e dos elementos que as compõem
  • Identificar a fauna e a flora e conhecer as suas inter-relações;
  • Despertar o interesse para a pesquisa sobre a biodiversidade das águas interiores, por meio da leitura de livros e reportagens.

 

Conteúdo(s) 
  • Biodiversidade de águas interiores, degradação, conservação e ciclo da água.

 

Ano(s) 
Tempo estimado 
Cinco aulas
Material necessário 
  • Caderno, lápis, caneta, borracha, lápis de cor, canetinha, barbante, grampos recorte de figuras, cola, papel kraft e cartolina.
  • Material de pesquisa: livros, revistas, computadores com acesso à internet.
Desenvolvimento 
1ª etapa 

Convide a turma para uma roda de conversa e pergunte o que conhecem como águas interiores. Questione, então, o que conhecem sobre a biodiversidade desses ambientes - como quais tipos de plantas e animais podem ser encontrados. Anote todas as respostas na lousa. Estenda uma grande folha de papel craft no chão, distribua canetas hidrográficas e lápis de cor e peça que os alunos ilustrem o que foi discutido sobre a biodiversidade de águas interiores. Deixe que pintem livremente e, depois, exponha o painel na parede.

2ª etapa 

Prepare uma aula expositiva sobre a biodiversidade em águas interiores e sobre o ciclo hidrológico e destaque as espécies de fauna e de flora que podem ser encontradas nesses ambientes.
Retome o que foi discutido na primeira etapa, considerando o conhecimento prévio da turma. Peça para que anotem, no decorrer da aula, algumas palavras-chave sobre o tema e apontem os termos ainda desconhecidos ou de difícil entendimento, pois essas palavras serão utilizadas na próxima etapa.

Textos de apoio do professor

A biota das águas interiores, publicado no site Ambiente Brasil
O paradoxo da água, publicado no site Planeta Sustentável
Os rios voadores, publicado no site Horizonte Geográfico
Conservação da biodiversidade em águas continentais do Brasil, disponível no site Conservation.org

 

3ª etapa 

Proponha à turma a construção de um dicionário ilustrado contendo as palavras anotadas na etapa anterior - tanto os termos essenciais sobre águas interiores, como as palavras de difícil entendimento. Todos os estudantes devem participar da construção desse trabalho.

O primeiro passo é a escolha do nome do dicionário. Levante as sugestões da turma e faça uma votação. Depois, oriente a garotada na separação dos materiais para a confecção do produto final. Ajude-os a montar as páginas com folhas de sulfite, a capa com cartolina e costure as páginas com barbante. Peça para que ilustrem a capa e listem os termos citados, com espaços ao lado, para preencherem com os significados das palavras e com desenhos. Lembre-se de deixar folhas em branco para acrescentar mais vocábulos.

4ª etapa 

Para que os alunos pesquisem a definição de cada termo do dicionário, leve para a sala de aula diferentes fontes, como artigos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dicionários de geologia e de geomorfologia. Disponha lápis de cor, canetinhas e figuras para que os estudantes ilustrem o dicionário.

Confira abaixo, algumas sugestões de palavras importantes que devem estar presentes no dicionário sobre a biodiversidade de águas interiores:

 

  • Afluente Denominação aplicada a qualquer curso de água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar outro curso, no qual desemboca.
  • Água Substância mineral encontrada na natureza em estado líquido, sólido ou em forma de vapor, formada por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O) e responsável pela existência e pela manutenção de toda a vida na Terra.
  • Aquífero Unidade geológica que contém e libera água em quantidades suficientes para ser utilizado como fonte de abastecimento.
  • Bacia Hidrográfica Região compreendida entre divisores de água, na qual toda a água precipitada escoa por um único exutório.
  • Biota aquática Conjunto de fauna e flora dos ecossistemas aquáticos.
  • Brejo Terreno plano, encharcado, que aparece nas regiões de cabeceiras ou em zonas de transbordamento de rios.
  • Cabeceira Porção superior de um curso d¿água, próximo a sua nascente.
  • Canal Curso de água natural ou artificial, claramente diferenciado, que contém água em movimento, de maneira contínua ou periódica, ou então que estabelece uma interconexão entre dois corpos de água.
  • Catarata Grande queda de água, da ordem de dezenas de metros, formada por um elevado desnível altimétrico.
  • Ciclo Hidrológico Sistema pelo qual a natureza faz a água circular do oceano para a atmosfera e daí para os continentes, de onde retorna, superficial e subterraneamente, ao oceano.
  • Córrego Denominação dada a um corpo de água corrente de pequeno porte.
  • Exutório Um ponto de um curso de água onde se dá todo o escoamento superficial gerado no interior uma bacia hidrográfica banhada por esse curso.
  • Foz Desembocadura ou deságue de um curso de água. É o local onde um corpo de água fluente, como um rio, deságua ou desemboca em outro corpo de água. Sendo assim, um rio pode ter como foz um outro rio, um lago, uma lagoa, um mar, o oceano etc.
  • Igapó Nome indígena, que significa mata cheia de água, para uma floresta paludosa, de menor desenvolvimento, comum na região amazônica.
  • Igarapé Cursos de água amazônicos de primeira ou segunda ordem, braços estreitos de rios ou canais existentes em grande número na bacia amazônica, caracterizados por pouca profundidade, e por correrem quase no interior da mata.
  • Jusante Direção que acompanha o mesmo sentido de uma corrente.
  • Lago Corpo de água parada, de água doce ou salgada.
  • Laguna Corpo de água rasa e calma, que mantém em geral uma comunicação restrita com o mar.
  • Leito fluvial Parte mais baixa do vale de um rio, modelado pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam, em períodos normais, água e sedimentos.
  • Macrófitas São plantas aquáticas que vivem em brejos e até em ambientes verdadeiramente aquáticos (incluindo os corpos de água doce, salobra e salgada).
  • Manancial Qualquer corpo d¿água superficial ou subterrâneo, que serve como fonte de abastecimento.
  • Mata ciliar Vegetação predominantemente arbórea que acompanha a margem dos rios.
  • Meandro Curva por vezes bastante apertada, produzida pela oscilação de um lado para o outro, de uma corrente de água, normalmente em decorrência de um aumento na velocidade de fluxo ou da sua capacidade de carga de sedimento.
  • Nascente Local onde nasce naturalmente um curso de água, em superfície, a partir de uma camada aquífera.
  • Pântano É uma área plana de abundante vegetação herbácea e/ou arbustiva, que permanece grande parte do tempo inundada. No pântano o ecossistema é único e diverso.
  • Represa Barreira dotada de uma série de comportas ou outros mecanismos de controle, construída transversalmente a um curso d¿água para controlar o nível das águas de montante, regular o escoamento ou derivar suas águas para canais.
  • Ressurgência Movimento vertical da água, normalmente próximo à costa, que traz nutrientes do fundo para as camadas superficiais.
  • Rio Corrente natural de água que flui com continuidade (curso de água).
  • Rio intermitente Curso de água que circula em certas épocas do ano, sendo alimentado por água de nascentes, por águas superficiais ou até mesmo pela fusão da neve. Comum em regiões semiáridas.
  • Rio perene Rio cujo escoamento não é interrompido, nem no espaço e nem no tempo. Rio com água permanente.
  • Ripária Vegetação que cresce ou vive nas margens dos rios.
  • Várzea Campina plana às margens de um rio que em época de enchente é inundada com as águas deste último.

Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Vocabulário básico de recursos naturais e meio ambiente. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
 

5ª etapa 

Discuta com a turma a importância das águas interiores para os seres humanos. Levante quais atividades humanas dependem do ciclo das águas, como a pesca e a agricultura, e debata a relevância da preservação desse ecossistema.

Verifique se os alunos ainda têm dúvidas sobre os termos comentados e peça para que comparem o painel construído na primeira aula com o dicionário feito na sequência. Pergunte à turma se há mais elementos que podem ser acrescentados ao dicionário e solicite que complementem o material confeccionado em sala.

Avaliação 

Avalie o envolvimento da turma durante as atividades, o processo de construção do dicionário e o produto final. Verifique se entenderam a relação entre ciclo hidrológico e a biota das águas doces e se compreenderam a importância da conservação da biodiversidade para o ser humano e para o planeta.

 
Créditos:
Ana Lucia Gomes dos Santos
Formação:
Geógrafa e Professora do Centro Universitário FIEO
Autor Nova Escola

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