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Alterações na biodiversidade causadas por extinção de espécies

Publicado por 
novaescola
Objetivo(s) 

Analisar alterações na biodiversidade e bancos gênicos dos ecossistemas causadas pela extinção de espécies.

Ano(s) 
Material necessário 

Reportagem da Veja:

 

Desenvolvimento 
1ª etapa 

Introdução

Mortes anunciadas mobilizam cronistas, até quando as vítimas são espécies inteiras. Foi o que fizeram as revistas VEJA e Time, ao listar as espécies de primatas mais ameaçadas, no Brasil e em outros países. Mas há quem se mobilize não para registrar, e sim para contrariar esse prognóstico sombrio. São os pesquisadores que, nos zoológicos e em outros órgãos, lutam para salvar os animais empurrados "para o corredor da morte", nos termos da reportagem de VEJA. O plano de aula vai ajudá-lo a mostrar a seus alunos por que é importante somar esforços para, apesar de tudo, preservar tanto quanto possível a profusão e a diversidade da vida na Terra.

O conceito de biodiversidade diz respeito ao incrível potencial de variação dos organismos vivos de todas as origens, compreendendo a totalidade de genes, espécies, ecossistemas e complexos ecológicos. Essa variedade é expressa em termos de diferenças entre ecossistemas, entre espécies e entre seres da mesma espécie. Responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, a biodiversidade tem inestimável valor em si mesma, além de ser fonte de imenso potencial de uso econômico. Todavia, ela se encontra ameaçada. Como observa a reportagem, espécies inteiras estão desaparecendo, vítimas da caça, do desmatamento e das queimadas sem controle. Tais ações irrefletidas interferem nos ecossistemas de forma às vezes irreversível e, com isso, tornam difícil manter e perpetuar determinados "bancos gênicos".

Quando isso acontece, não são apenas os seres vivos ou sua espécie que deixam de existir. Desaparece também a possibilidade de novas espécies surgirem, pois o patrimônio genético pertencente a esse ser vivo não mais poderá ser alterado, selecionado e repassado aos descendentes. Perde-se com isso a possibilidade, caso ocorram processos de isolamentos reprodutivos e geográficos, do surgimento de novas espécies e do aumento no banco gênico de um determinado ecossistema.

A extinção de uma espécie causa também alterações nas cadeias e teias alimentares das quais ela participava. É verdade que a saída de um dos elos dessas estruturas ecológicas pode, a princípio, não trazer grandes interferências na dinâmica ambiental e até facilitar a entrada de um novo elo, isto é, outra espécie que se beneficie de sua ausência. Após uma queimada, por exemplo, pode ocorrer uma sucessão ecológica secundária, mas não há nenhuma garantia de que as mesmas plantas ressurgirão das cinzas, como se fossem uma "fênix vegetal".

Quando uma espécie animal está em via de extinção, com um número muito reduzido de indivíduos, às vezes é pouco provável que o processo possa ser revertido. Dependendo do animal e de seu comportamento reprodutivo (seu nicho ecológico), o fato de não ter competidores sexuais faz com que ele não entre em período de maturação sexual. Nesse caso, a reprodução pode se tornar inviável, mesmo ocorrendo a presença de parceiros(as).

A existência desse nível "de não retorno", de extinção inevitável, torna ainda mais importantes os esforços das entidades e dos pesquisadores que têm alcançado êxito na reprodução em cativeiro de exemplares de espécies ameaçadas. Outros se dedicam a reintroduzir os animais na natureza, em seus habitats de origem. Alguns zoológicos, em especial, vêm priorizando tais práticas, tornando-se reservas de recuperação da fauna brasileira.

Encarregue a classe de fazer o mapeamento das principais espécies brasileiras ameaçadas, algumas delas apresentadas na reportagem e neste plano de aula. Os alunos devem pesquisar as características dos animais (carnívoros ou herbívoros, por exemplo), seu ambiente e os fatores locais e regionais que estão contribuindo para a extinção. Explique à turma que a Portaria 1522, do Ibama, lista todas as espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção.

2ª etapa 

Encomende pesquisas sobre os esforços de alguns zoológicos e outros órgãos públicos e ONGs de sua região no sentido de reproduzir em cativeiro e reintroduzir na natureza exemplares de espécies ameaçadas. Estabeleça contato com esses órgãos para verificar como acompanhar esses esforços e apoiá-los.

3ª etapa 

Por que é tão difícil e rara a reprodução de algumas espécies em cativeiro? Qual a importância de qualquer espécie e, portanto, da extinção de uma espécie, para o equilíbrio ambiental? Discuta com os alunos.

Veja também:

BIBLIOGRAFIA

Planeta Azul, José Carlos Sariego, Ed. Saraiva, tel.: (11) 5071.2288

INTERNET
Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

 

Créditos:
Miguel Castilho Junior
Formação:
Professor de Biologia da Escola Lourenço Castanho, de São Paulo
Autor Nova Escola

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