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Jussara Hoffmann
publicou no grupo Por que, o que, quando e como avaliar

Atividade 4-Como avaliar? Metodologias e instrumentos de avaliação

Prezados participantes, chegamos, então, à última questão levantada nesses estudos: “como avaliar?” Essa pergunta é uma das mais frequentes em debates sobre a avaliação da aprendizagem, e também a mais difícil de responder, considerando-se a complexidade e pluralidade do contexto educacional. A avaliação é uma prática em construção “pelo professor”, a depender de sua área de conhecimento, de sua escola, de seus alunos, e, sobretudo, de seu planejamento e do cenário educativo construído. O tema está desenvolvido em vários livros de minha autoria, a saber: Avaliação mito e desafio; Avaliação mediadora; Avaliar para promover; Jogo do Contrário em Avaliação, Avaliando redações e Avaliação e Educação Infantil.
 

Em todos eles apresento um ou mais capítulos que abordam esse assunto. Acredito que se estiverem interessados, irão se aprofundar no tema a partir dessas leituras, bem como a leitura dos demais teóricos referenciados nesses textos.
 

Pretendo oferecer, nessa atividade 4, algumas atividades mais “provocativas” do que informativas, dada a complexidade do assunto, não deixando de salientar que é necessário muito estudo para que possam avançar e reconstruir suas próprias práticas:
 

1. Faça a leitura de uma entrevista sobre a questão dos instrumentos e metodologias em avaliação, na qual ofereço uma visão mais ampla sobre o tema
 

2. Após a leitura, procure discutir com seus colegas e/ou outros professores: como procedem os professores de sua escola ou os seus próprios professores (no caso de serem estudantes) em relação aos princípios abordados? Como você procede em sua sala de aula?
 

3. Assista aos vídeos: “Nossa Escola em (Re) Construção | O que os jovens têm a dizer sobre a escola?” – Do Canal MOVA e à “Teleconferência na Rede SESC/SENAC com a presença dos professores Cipriano Carlos Luckesi, Maria Teresa Esteban e Jussara Hoffmann sobre Avaliação: caminhos para a aprendizagem” 
 

4. Reflita: a avaliação praticada hoje corresponde aos anseios e necessidades das crianças e jovens? Em que medida se pratica a avaliação em benefício dos alunos? No que se precisa avançar para isso em nosso país?
 

Aguardarei, então, por seus comentários e perguntas para finalizarmos nossas reflexões nesse grupo com a participação nessa Atividade 4 do Grupo de Estudos.

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Comentários

Prezados Professores Nessas quatro semanas recebi comentários muito interessantes e também relatos de fatos ocorridos em escolas que traduzem várias discussões que vêm sendo feitas por estudiosos em avaliação. Continuo aguardando a participação de todos. Ainda há tempo de fazer as leituras e assistir aos vídeos. Espero que os textos estejam ajudando. Se não estiverem, aguardo suas solicitações. Sempre há maneiras de ajudá-los a responder seus questionamentos. De qualquer forma, espero que todos estejam participando do seu jeito e ao seu tempo e que minha participação no Clube venha a contribuir para o aprofundamento no tema tão complexo da avaliação da aprendizagem. Um abraço, Jussara Hoffmann
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Olá, li o material sugerido para estudo gostei bastante, muito esclarecedor porem gostaria de fazer uma pergunta que estou sempre refletindo com ela. Sou professora do ensino fundamentos em uma rede municipal pública no estado de São Paulo, e estou sempre pensado, em nossa rede a avaliação no ensino fundamento acho muito interessante pois todo o processo respeita o desenvolvimento dos alunos e nos permite melhorar nossas estratégias de ensino. Porem penso sempre como ocorrerá o caminhar desses alunos por que no avanço dos estudos a avaliação não ocorrerá mais dessa forma como exemplo o ENEM onde tem regras rígidas de participação e realização das provas, não sei se esse comentário é pertinente porem sempre penso como será a transição desses alunos para esse tipo de avaliação?
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Vivian, que bom que estás vendo evolução da tua escola no sentido do acompanhamento dos alunos. Admiro muito o trabalho feito por muitas escolas de São Paulo, que conheço a partir da minha atuação com formação de professores. Veja bem: o ENEM segue a concepção classificatória de avaliação. As provas dessa natureza não têm a mesma finalidade do processo avaliativo em sala de aula, cuja intenção não pode e nem deve ser a de classificar entre melhores e piores. A grande confusão de escolas, professores, pais, mídia, toda a sociedade, enfim, é considerar essas situações como semelhantes. Não são. O aluno que tiver "aprendido" bem na escola, que tiver um bom desenvolvimento intelectual e moral, irá enfrentar uma situação de "concurso", tal como ENEM, Concurso do Banco do Brasil, ou uma avaliação institucional, como a Prova Brasil, com desenvoltura. Mas se a avaliação, na escola, for para ele, desde pequeno, um bicho de sete cabeças... é claro que ele irá se amedrontar, bloquear, horrorizar-se num momento destes. Para te aprofundares neste tema, lê o primeiro livro que escrevi: Avaliação: mito e desafio. Nele, trabalho bastante com a diferença entre avaliação da aprendizagem, mediadora, e a avaliação classificatória. Veja em www.editoramediacao.com.br Um abraço, Jussara Hoffmann
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Olá Jussara! Já vi professores que avaliavam com provas, trabalhos, atividades e caderno. Mas também já vi professores que pareciam que procuravam apenas compor a nota que precisava ser entregue de cada aluno naquele bimestre. Na sua entrevista você diz que acompanhar o processo de ensino-aprendizagem através de muitas tarefas avaliativas é essencial no sentido de se ter elementos consistentes para orientar os alunos a prosseguir, para desafiá-los a avançar em seus conceitos, em suas aprendizagens. A avaliação praticada hoje infelizmente não corresponde aos anseios e necessidades das crianças e jovens. Ainda temos professores com uma avaliação da avaliação classificatória. E essa avaliação classificatória não tem ajudado o aluno e nem o professor. Uma avaliação em benefício dos alunos é aquela que o seu objetivo é a busca da aprendizagem de cada aluno. Como estamos estudando aqui, que os instrumentos de avaliação utilizados sirvam para que seja feito algo com eles, para compreender o processo que esse aluno vem percorrendo e o ajude a avançar e não somente receber uma nota final. A avaliação mediadora traz muitos ganhos e grandes mudanças no trabalho da sala de aula, mas, muitas vezes o desconhecido parece muito difícil de se fazer, para que essa avaliação possa avançar no nosso país é preciso que se tenha mais conhecimento dela, aprofundamento na teoria com leituras, começar a fazer diferente e como você disse Jussara para uma colega aqui do grupo com discussões nos cursos de formação, nas escolas. Jussara, eu gostei muito de participar desse grupo com você como mediadora, deu vontade de se aprofundar muito mais nas leituras da sua autoria sobre a avaliação da aprendizagem. Tanto nos vídeos como nas leituras você explica de um jeito muito fácil de compreender, gostei muito. Vou continuar acompanhando o seu trabalho pela página que curti da editora Mediação. Um abraço! Até mais!
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Priscila, a "estrelinha" na tua foto é bem merecida. Fiquei muito feliz com os teus comentários e teu envolvimento nos estudos. Espero que venhas a ler muito e mais sobre avaliação. Há muitos livros e educadores que escrevem sobre a questão. Investiga e verás! Fico honrada que continues me acompanhando. Estarei com uma programação intensiva em 2017 pelo país afora. Vou noticiar no meu site. Quem sabe nos veremos por aí? Posso reproduzir teus comentários acima na fan page da Mediação? Me autorizas novamente? Um abraço, Jussara.
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Olá Jussara, obrigada! Ficarei acompanhando, seria muito legal mesmo nos conhecer pessoalmente. Autorizo sim. Quando você postar ele lá vou compartilhar o post novamente. Um abraço!
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Olá professora, que bom participar desse momento de tão rico aprendizado, tendo você como mediadora.Esse tema deveria estar presente na semana pedagógica de todas as escolas brasileiras, inclusive sugeri que fosse da nossa escola local, porque este é um dos caminhos para melhorar nossa educação. Não adianta falatórios, discursos sobre o assunto, se a realidade da sala de aula é outra.A maioria dos colegas professores continuam avaliando como foram avaliados; quando comecei minha docência em 1985 foi assim que me mandaram fazer:provas,chamada oral,trabalhos individuais e em grupo(mas a apreciação era simplesmente ler o trabalho pelo papel encostados na parede envergonhados),alguns lendo gaguejando simplesmente pela nota; questionários respondidos no livro,ou no caderno pela nota...tem colegas que ainda faz isso. Quanto à mim,iniciei meu trabalho no primário, depois no ensino fundamental 2,ensino médio,hoje aposentada da rede estadual,mas atualmente atuando na rede municipal.Sou graduada em letras, pós-graduada em educação infantil e coordenação pedagógica, e agora na educação infantil, acho que é onde tudo começa. Devemos avaliar de maneira diferenciada(os professores sabem disso), mas muitos não fazem, só sentem seguros se aplicar trabalhos escritos,corrigir e der nota; assim é mais fácil dizer que o aluno não sabe,não presta atenção, tem problema e etc.Depois de ler sua entrevista(inclusive vou usá-la com meu grupo de professores como material de reflexão sobre nosso fazer), e ver os vídeos percebi perceber o quanto essa questão é urgente e relevante.Certa vez sugeri um projeto com poesias na educação infantil, e uma colega questionou com a seguinte frase:Na educação infantil poesia só quando a criança sabe as letras do alfabeto,outro projeto intitulado:Plantando vida e colhendo frutos; onde o objetivo era a plantação de árvores frutíferas da nossa região, e metodologia era as crianças aguar e acompanhar o crescimento das plantas, provando sabores, observando cores e outros...para alguns colegas isso não é importante e retruca:e esse projeto continua?,portanto,enquanto não houver mudança na prática que resulte na avaliação, nunca teremos bons resultados! A geração é outra,muitos mais ativa, questionadora,não aceita quatro horas sentado ouvindo o professor dono do saber, e a escola precisa rever conceitos para que as crianças queiram ir para a escola.
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Claudete, obrigada pelas tuas palavras e acredito que farás uma excelente contribuição em tua escola, tanto quanto à prática quanto em relação à teoria em avaliação. Um forte abraço, Jussara Hoffmann
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