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Jussara Hoffmann
publicou no grupo Por que, o que, quando e como avaliar

Atividade 2- O que avaliar? As múltiplas dimensões do olhar avaliativo

Dando continuidade aos estudos do grupo, o tema desse segundo momento será é “o que avaliar?” Na concepção mediadora, a resposta a essa pergunta é “observar e acompanhar o aluno em sua singularidade no ato de aprender”, ampliando o olhar avaliativo em termos das múltiplas dimensões da aprendizagem, sem descuidar do grupo e das relações sociais. O processo de construção do conhecimento envolve vários aspectos a observar em cada aluno: situações interativas (discussão com outros colegas, com os professores, com os familiares), engajamento pessoal (desejo de descobrir, de conhecer), a sua iniciativa na busca de conhecimentos em momentos sucessivos e complexos (buscar em diferentes fontes – livros, revistas, jornais, Internet, outras pessoas – aprofundar-se cada vez mais no assunto). A intenção, então, das atividades sugeridas a seguir, é refletirmos em conjunto sobre essas múltiplas dimensões que envolvem o olhar avaliativo.

1. O primeiro passo será ler o texto referência: “Aprofundando e ampliando o olhar avaliativo” – Jussara Hoffmann

2. No segundo momento, proponho que reflitam sobre uma situação vivida por cada um, como estudante ou professora, que possa exemplificar algum aspecto abordado nesse primeiro texto.

3. Para implementar ainda mais a discussão, o tema em questão será ilustrado com a entrevista à professora de Matemática dos anos iniciais, Anastácia Maldaner, na qual ela aborda algumas questões aqui analisadas, ilustrando com uma situação real: um jogo realizado com os alunos e a reação deles. https://www.editoramediacao.com....

Aguardarei, então, por seus comentários e perguntas para darmos continuidade a nossas reflexões nesse grupo.

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Comentários

Sobre a Atividade dois, entrem em https://www.editoramediacao.com.br/pagina/matematica:-uma-pedagogia-voltada-para-a-autonomia/15 O texto é interessante principalmente sobre "avaliação mediadora" nos anos iniciais. Jussara Hoffmann
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A avaliação de aprendizagem é algo muito delicado e importante,pois através dela vamos nortear nossas ações a fim de que também analisando as singularidades de cada um de nossos alunos possamos desenvolver metodologias adequadas a faixa etária e aos conhecimentos prévios de cada indivíduo sempre revendo as mesmas e melhorando-as para que todos possam aprender de forma integral.
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Boa tarde, Geísa, é esse o sentido da avaliação mediadora. Você leu os textos de referência da Atividade 2? O que você comentaria sobre eles?
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Olá! Quando eu era aluna o olhar avaliativo na escola se focava nos resultados, se estavam certos ou não. O aluno não era observado e acompanhado em sua singularidade no ato de aprender, não se ampliava o olhar avaliativo em termos das múltiplas dimensões da aprendizagem. Os erros não eram construtivos, eram vistos como fracassos. Em matemática, por exemplo, a professora nos ensinava como fazer e depois éramos avaliados pelo número de acertos e erros dos problemas, não havia socialização de estratégias diferentes pelos alunos para resolução de um mesmo problema, de ouvir como o outro havia feito para chegar naquele resultado e também falar sobre como pensamos e fizemos o problema como a professora Anastácia considera na avaliação dos seus alunos. É preciso que o professor oportunize e encoraje os alunos a vivenciar os vários aspectos que envolvem o processo de construção do conhecimento como as situações interativas, a busca de conhecimentos em diferentes fontes etc. para também observá-las e considera-las na avaliação. Muitos professores acabam voltando o seu olhar avaliativo a uma única forma de avaliação, a definições de certo e errado. Então o aluno acaba sendo avaliado somente pelas respostas tidas como certas e erradas, não é investigado como que este aluno está pensando para ter dado aquela resposta e as outras diferentes dimensões da aprendizagem que são consideradas na avaliação mediadora. Como diz no texto, não há certos e errados absolutos, há respostas certas dos alunos que podem estar incompletas, fórmulas bem aplicadas na solução de problemas, mas respostas erradas por erros de cálculo etc. Há múltiplas dimensões de aprendizagem e o olhar avaliativo do professor precisa se voltar para elas sobre o que avaliar nos alunos.
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Priscila, o que fazes? Teus comentários são muito pertinentes e percebo que já tens consciência de que o processo avaliativo é para ajudar o aluno a prosseguir. Para isso, é preciso o professor se questionar a respeito de como pensa o aluno, como ele faz, escreve, age em sala de aula. Creio que na continuidade dos estudos, irás complementar essa tua visão que está no caminho certo. Segue em frente, um abraço, Jussara
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Boa noite! Após a leitura dos textos e pensando na minha trajetória de aluna, volto no tempo como se estivesse em um túnel, que aulas de matemática foram aquelas que até hoje tenho muitas limitações e dificuldades. Não tive a oportunidade de ter uma Professora como Anastácia que acima de tudo buscou enfrentar também seus medos e dificuldades e ir em busca de novas formas significativas de ensinar. Usando a avaliação como forma de questionar e avaliar seus resultados e o dos estudantes. Como diz o primeiro texto vivemos nas escolas a incoerência de termos nos PPPs a avaliação como “continua e processual”, mas medida por uma nota, de forma classificatória e excludente, onde quem é avaliado é o aluno. Diante desse cenário tão complexo fica realmente o desafio de abraçar primeiramente um planejamento coletivo com foco no desenvolvimento do aluno e nas propostas para que tal desenvolvimento aconteça.
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Muito verdadeiro, Gracy, o que dizes. O professor não pode ficar solitário ao buscar mudanças em educação e avaliação. Essa é uma ação solidária, coletiva, que exige muita discussão do que está acontecendo na escola todo dia. Os regimentos e as determinações legais não mudam a prática do professor, mas, sim, a sua mudança de concepção. Essa nova visão de avaliação envolve o respeito pelos alunos, acreditar que eles podem muito com apoios adequados. "Avaliar é, de fato, cuidar que o aluno aprenda, dando maior atenção aos que precisam mais e por mais tempo!" Com a continuidade das atividades, essa questão estará ilustrada e comentada nos vídeos e nos textos. Segue em frente, que bom que estás refletindo sobre essas questões. Um abraço, Jussara
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Olá Jussara! Eu me formei em Pedagogia e estava participando das atribuições que a diretoria de ensino aqui da minha cidade realiza toda semana, de aulas de professores que vão sair de licença por problemas de saúde, ser coordenadores etc. para conseguir uma sala, mas, foi cancelado por enquanto e agora tem que esperar abrir o cadastro novamente. Em escolas particulares já mandei currículos mas ainda não consegui. Fico tão feliz por você ter gostado dos meus comentários, desde que eu comecei a faculdade e depois que terminei também, tenho estudando bastante, gosto muito de estudar. Sempre estou lendo matérias no site da Nova Escola, fazendo cursos e lendo livros de formação do professor, não vejo a hora de poder levar tudo que tenho aprendido para a sala de aula, com os meus alunos. Eu consegui fazer o estágio obrigatório do fundamental I em uma escola pública e tinha que aplicar aulas que era a parte da regência obrigatória para a faculdade e eu buscava aplicar tudo que eu estava aprendendo com o curso, alinhar a teoria com a prática como estava aprendendo, fiz jogos para trabalhar ortografia com as crianças porque eles tinham dificuldades nela e a professora que eu fiquei na sala dela elogiou a minha aula para a diretora, fiquei tão feliz. Estou gostando muito dos materiais que você vem propondo, são ótimos e estão sendo muito significativos para mim. Estou agora terminando as orientações da atividade 3.
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Priscila, com todo este entusiasmo vais logo conseguir uma colocação na rede pública ou privada. Continua com tuas leituras que te darão um embasamento importante para concorreres a uma vaga ou fazeres um concurso. Visita a página da Editora Mediação, da qual sou Diretora Editorial. Há vários livros de viés teórico-prático que irão ilustrar as tuas aprendizagens até esse momento. Vou publicar teus comentários na fan page, acompanhe www.facebook.com/editoramediacao Um abraço, Jussara Hoffmann
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Olá Jussara, sobre o concurso acabei perdendo 1 aqui na minha cidade, aconteceu alguns problemas na semana do concurso que acabaram me impedindo de poder ir e já tinha até pago a inscrição.
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Em minha vida acadêmica, antes de ingressar no nível superior, pensava que avaliação era simplesmente uma nota, onde saberia se conseguir aprender ou não aquela matéria. Quando ingresse no nível superior tive na maior parte docentes que pensavam dessa mesma maneira, mas dois docentes meus me chamou atenção na forma de avaliar, primeiro uma professora que fazia aulas invertidas, ou seja, ela nos mandava o texto da aula antes do dia, para que pudêssemos lermos em casa, e em seguida discuti o mesmo em sala. E o segundo casa, foi um professor meu que lecionava uma disciplina bastante específica do meu curso (Licenciatura em Química), entretanto o mesmo utilizava de um método bastante interessante, no fim de todas as aulas ele realizar uma atividade refente aquilo que tinha sido abordado em sala, com isso ele gerava uma nota (algo que é preciso), mas ele e nós discentes paraticavamos aquilo que tinha aprendido, e sempre fazíamos uma autoavaliação. Hoje, como docente, utilizo ambos os recursos desses docentes, de uma forma adequada para turma, mas sempre utilizo de conhecimentos prévios de meus aluno,e eles gostam muito das atividades do fim da aula, eles dizem que faz com eles tenham mais foco.
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Danilo, bem-vindo às nossas discussões. Interessantes as tuas observações. As duas "práticas" que os professores desenvolveram e que consideraste significativas, têm razão de ser. No primeiro caso, o professor primeiro oferece a oportunidade de o aluno ler sobre o assunto, sem "dar a aula", no sentido instrucionista, e a partir dali, podem debater, refletir, questionar. Alguns professores universitários que assessorei conseguiram excelentes melhorias de aprendizagem ao inverter a rotina tradicional: informar + estudar + testar para: ler sobre o assunto + debater + questionar. Perguntar mais do que "informar" é um dos princípios da avaliação mediadora. Quanto ao segundo caso, tratam-se de tarefas frequentes, menores e gradativas. Um princípio também muito importante e para além da questão das notas, como dizes. De fato, esse professor passa a conhecer melhor cada aluno e pode intervir imediatamente, replanejando e promovendo a evolução de todos. Estás no caminho certo, vai em frente! Um abraço!
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Penso na avaliação como uma forma de conhecer o aluno, suas necessidade, interesses e conhecimentos, e assim poder alcança-lo e aprender com ele me tornando uma profissional melhor. Mas acredito que tudo isso só é possível se esse processo avaliativo for pensado e planejado, muitas vezes observo que uma avaliação tem resultados insatisfatório porque a avaliação não corresponde de fato ao que foi desenvolvido.
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Boas considerações, Vivian, de fato há muita desarticulação entre o que se ensina/aprende o que se "mede/testa" nas escolas. Numa ocasião, uma professora relatou que seus alunos haviam se envolvido muito com a criação de uma horta na escola, mas que todo esse envolvimento não havia resultado em aprendizagem. Como assim? - perguntei. Ela então me disse que suas notas naquele bimestre haviam sido horríveis. Conversando melhor, pude perceber que as perguntas da "prova" aplicada nada tinham a ver com a experiência educativa das crianças. Havia questões conceituais, solicitando definições, categorias, outras... As crianças haviam aprendido muito, mas o que a professora perguntara não tinha relação com isso, eram questões copiadas de livros, de viés teórico... Então, o que dizes é muito verdadeiro. O cenário educativo tem de ser compatível com o cenário avaliativo. Sugiro que leias o livro "Avaliar para promover: as setas do caminho", de minha autoria, creio que encontrarás mais argumentos para tua discussão acima. Veja em www.editoramediacao.com.br Um abraço!
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