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Maria da Paz Castro
publicou no grupo Inclusão Escolar

Atividade 1 - Trocando ideias e experiências

Olá, participantes!

Para iniciar a nossa conversa, gostaria de fazer algumas perguntas: Você já acompanhou, como educador, o processo de escolaridade de um aluno com algum tipo de deficiência? Como foi? Qual foi sua maior dificuldade e o seu maior aprendizado? Lembre-se de registrar a sua resposta aqui nos comentários para conseguirmos nos organizar melhor.

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Comentários

Ola colegas! Eu particularmente tenho experiências para compartilhar acompanhei todo processo de aprendizagem de minha filha que tem retardo mental! Foi muitos anos de lutas e dedicação para que conseguisse obter exito. Desde os anos iniciais enfrentamos grandes desafios e barreiras mais o resultado foi apaixonante. No inicio do ensino fundamental os professores já sabiam que se tratava de uma criança especial e que tinha que estudar em uma sala separada junto com outras crianças também especiais. Eu não aceitei este tipo de ensino para ela e lutei para que estivesse inclusa com a turma como poderia se sentir igual se eles mesmo haviam separado ela aprendia um pouco e logo esquecia mas foi assim com afinco e persistência que foi passando de ano não sabia as disciplinas direito mas seu carisma e sua vontade de aprender contagiava a todos quando chegou no ensino médio comprei um computador para ela e todos criticavam como eu teria coragem de entregar um computador para ela acabar mas eu tinha dentro de mim a esperança que minha filha aprenderia quebrou só os dois primeiros o terceiro ainda existe ate hoje. Ela aprendeu errando e com muito incentivo. Terminou o ensino médio e sabe muito bem trabalhar com todos os programas do PC. Tenho outras experiencias com alunos que no decorrer de nossas conversas posso citá-los quero dizer que a inclusão com a socialização o incentivo e o amor é a experiencia mais linda para um professor!
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Maria da Paz. Saudações! Fui educador de um jovem, ele tinha 16 (dezesseis) anos, vítima do AVC (Acidente Vascular Cerebral), ele apresentava alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular. Muito participativo nas aulas de Educação Física, como muitos jovens na sua idade, gostava de jogar futebol, e dentro de suas limitações era um bom goleiro. O maior obstáculo que enfrentávamos era que, os pais dele não queria que participasse das aulas, pois se machucava com frequência. Embora uma equipe multidisciplinar acompanhasse a família, eu sentia que era difícil para os familiares aceitar a situação deste jovem. Acredito, que a melhor forma de trabalhar a Inclusão Escolar seja trocando ideias e experiências. É um trabalho árduo e que exige esforços de ambas as partes, tanto da comunidade escolar como da família. Não podemos desistir! Coragem!
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Olá, Eduardo, você tem razão.. se já é difícil trabalhar com educação sem poder trocar ideias e compartilhar ações com parceiros, imagine quando temos que lidar com situações que envolvem alunos que se encontram em situação de desvantagem e cujas possibilidades de trabalho ainda não conhecemos. Eu sempre digo que o melhor formador de um professor é o professor que trabalhou com sua turma no ano passado. As questões que você coloca a respeito do seu aluno podem ser ressignificadas com uma boa conversa com seus parceiros, mas eu não ouso sugerir alguma coisa, uma vez que não o conheço.
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Olá, sou educadora de dois alunos com deficiência, no 3o ano do Ensino Fundamental. Um dos aprendizes apresenta Síndrome do X Frágil e autismo, é uma criança muito amável e carinhosa, mas tem dificuldade para se concentrar nas atividades e também para memorizar aquilo que trabalhamos. A segunda criança apresenta Paralisia Cerebral, não anda, não fala, ouve através de aparelho após cirurgia coclear, se manifesta com sorrisos e também com alguns movimentos com as mãos. Trabalhar com educação inclusiva é para mim um desafio muito grande. Procuro conhecer as habilidades, gostos, preferências e particularidades dos alunos para desenvolver as atividades e ter um relacionamento de confiança, amizade e respeito. Ainda estamos "engatinhando" no processo de inclusão na educação brasileira, mas acredito que estamos no caminho certo e trocando informações e reflexões podemos avançar ainda mais e criar possibilidades para que TODOS tenham acesso à educação com qualidade.
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Que desafio, hein, Stela? Olha só: anda que seu aluno que tem a Síndrome do X Frágil tenha muita dificuldade para memorizar os conteúdos e e se concentrar, o mais importante, você está fazendo: oferecendo a ele as oportunidades de aprender, pois é para isso que ele vem à escola, e não "só para socializar" como costumam pensar. Com certeza, você deve ter outros alunos com as mesmas dificuldades, que não têm nenhuma síndrome, não é verdade? Pode ser que você, em algum momento, tenha que avaliar este aluno de um outro jeito, considerando as dificuldades que ainda não conseguiu superar, mas é de fundamental importância que ele seja avaliado naquilo que você propôs a ele, e se depare com desafios legítimos, dificuldades que o levam a pensar e "queimar a pestana", como se diz. Quanto ao outro, o que tem paralisia cerebral penso que o desafio seja ainda maior, mas não tenho dúvidas de que você pode fazer para ele um plano condizente com as possibilidades, que apresenta. Sempre existe a possibilidade de fazê-lo avançar , mesmo que, se comparado aos outros alunos da classe, ele se encontre ainda distante. Os avanços dele devem ser medidos em relação a ele mesmo, concorda?
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Boa Tarde! Já lecionei para crianças com baixa visão, Paralisia Cerebral, Def. Intelectual, entre outras deficiências, e agora estou acompanhando um aluno autista (há 4 anos) e um aluno com Paralisia Cerebral (há 3 meses). Tenho facilidade em trabalhar com a inclusão, procuro realizar adaptações curriculares e inserir os demais alunos, suas famílias e a comunidade escolar na trajetória de inclusão destes alunos. O autismo foi um desafio, mas consegui muitos avanços na questão de fala, sociabilidade e alfabetização. Minha maior dificuldade foi convencer a Escola que deveríamos nos adaptar as necessidades dos alunos e não o reverso e meu maior aprendizado, que o ensino colaborativo é benéfico para todas as crianças da turma, pois favorece a troca de informações e a autonomia. Bjs
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Pablia, este é mesmo um princípio. É a escola que deve ser construída para todos, e não o aluno que deve se adaptar à escola. Se todos são alunos, independentemente das questões que apresentam, a escola deve se organizar para atender a todos, ou não é uma escola. Outra vez, eu concordo com você: Sempre que possível, considerar a maior quantidade de alunos possível para participar e trabalhar nas intervenções que planejamos para aqueles que apresentam maiores dificuldades. Esta é uma maneira de contemplar a todos e fazer com que todos aprendam com todas as intervenções que fazemos. Você já percebeu que sempre que construímos estratégias para trabalhar com estes alunos,acabamos por contemplar não só eles, mas muitos outros também? Legal penar nisso, gostei do seu comentário.
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Olá pessoal! Já acompanhei e atualmente acompanho o processo de aprendizagem de vários alunos, pois no momento trabalho como educadora especial no CAEE (Centro de Atendimento Educacional Especializado). Posso observar que cada um possui suas dificuldades outros nem tanto, porém a maior dificuldade que vejo é a falta de materiais e recursos (pedagógicos ou não) para esses alunos inclusos no âmbito escolar.
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Sim, Regiane, este é um grande problema enfrentado por nós, e creio que está sendo solucionado aos poucos. Olhando para trás, é possível perceber que hoje temos muito mais recursos e materiais do que tínhamos antes, há bem pouco tempo mesmo. Eu penso, porém, que temos o mais importante dos recursos de sala de aula: professores competentes, engajados e comprometidos com a educação de todos os seus alunos, e não só aqueles que mostram facilidade para aprender.
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Todos nos seres humanos temos nossas particularidades, e sempre há desafios a ser enfrentados durante nossas vidas ninguém está imune a algum tipo de exclusão. a maior das exclusões existente é a social onde o individuo não tem espaço por diversos motivos seja religioso,racial,cultural ou de gênero imagine se fossemos excluídos em todas as vezes que falhemos em alguma das qualidades que a sociedade impõe a minha dificuldade em âmbito educacional agora como uma educadora e não como mãe não foi em encontrar crianças com deficiência física ou mental e sim foi encontrar um aluno excluído da turma por está fora de idade serie e vir de uma família desestruturada faltando-lhe desde o alimento ate os objetos de higiene pessoal fazendo-o ser ridicularizado por seus colegas a ponto de exigirem a retirada dele da sala de aula. Toda e qualquer iniciativa de inclusão vem de um ser com alma pura e coração valente e o dom de amar por que para o amor não há desigualdades ou deficiências. A melhor forma para educar com inclusão é criar um vinculo com o aluno um elo que leve o educador ate o problema ou dificuldade que aquele aluno enfrenta tirando todo e qualquer entrave que exista entre ele e a turma a maior experiencia que já presenciei tive a oportunidade de ver e entender para hoje poder falar todo aluno com dificuldades em uma turma, seja qual for a sua limitação sempre terá no meio dos colegas alguém que tem o maior prazer em ajuda-lo há sempre um anjo n turma que o adota! O professor tem o privilegio de ser o mediador desta socialização onde todos os autores envolvidos ganham com a troca não é fácil trabalhar com diferenças mas, são nas dificuldades que encontramos a saída.
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Oi, Maria Elizabeth, o maior obstáculo que nós enfrentamos em nosso país, é este mesmo: a exclusão social. A situação que você cita é muito comum em todas as escolas. É verdade que o afeto, o amor e a "valentia" que você coloca como aspectos importantes para se levar à frete um processo de inclusão de alguma criança, são fundamentais, mas acredito que antes disso, vem a formação do professor, o apoio da instituição escolar e as estratégias necessárias para oferecer a eles um plano de estudos adequado às suas possibilidades. Sim, sempre existe na sala um colega que se dispõe a contribuir com estes alunos de uma forma mais próxima e até carinhosa, mas também neste ponto temos que pensar que é importante que TODOS ajudem e sejam ajudados, pois a inclusão deve envolver um grupo todo, e não apenas um aluno.
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Olá Colegas, eu tenho um aluno que tem uma grande de dificuldade na visão, ele só vê por um olho, e a capacidade desse olho é pouquíssima. Eu sempre tento ajudá-lo da melhor forma possível, ele senta praticamente colado ao quadro, e na hora dos exercícios e provas ele praticamente deita em cima da prova para vê as letras. Não recordo de dificuldades para trabalharmos.
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Acompanho de perto e luto diariamente para inclusão de meu filho na escola, ele tem 8 anos e esta no terceiro ano, mas ainda não e alfabetizado.Como acadêmica de pedagogia em meus estágios sempre foquei na questão da inclusão. Aqui em Florianópolis, onde nasci e moro, a principal dificuldade são os entraves burocráticos. Explico: temos uma portaria da prefeitura que diz que somente quando necessário a criança terá professor auxiliar.E quem julga necessário 'e uma pessoa de cargo comissionado do prefeito. Ora nem preciso dizer que nunca e necessário para esta pessoa...Nem pra cego,surdo, nem pra PC, nem pra cadeirante, nem pra autista....enfim... aqui a inclusão e apenas inserção!A promoção dos aluno 'e automática ate o 9 ano.
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Oi, Alyne, pelo seu relato, não consigo ter uma visão clara da situação que você enfrenta com seu filho. É claro, concordo com você que a escola deve proporcionar os dispositivos de apoio que os alunos necessitam. A questão da inclusão, há muito pouco tempo ocupa um espaço significativo nos meios educacionais e políticos, e é importante que todos (pais, alunos, professores..) exijam o cumprimento da lei e a garantia dos direitos destes alunos, para que esta discussão passe a fazer parte do cotidiano escolar. Por último, e aproveitando que estamos falando dos apoios dirigidos às crianças, gostaria de ressaltar aqui a importância de oferecer a elas, outros tipos de apoio, que não dependem do poder público: a construção de um currículo adequado para cada um, a avaliação condizente com suas possibilidades, a inserção de todos nos trabalhos em grupo, a constituição de um ambiente justo e contribuitivo na sala de aula, entre outros...
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Tambem digo que não da pra falar em inclusão escolar, sem falar das terapias e atendimentos paralelos `a escola, como fonoaudiologia, TO, fisioterapia, psicopedagoga, emfim tratamentos de acordo com a necessidade do aluno e que devem ser oferecidos no contra turno. Com isso a inclusão deixa de ter caráter assistencialista e passa a ter caráter de politicas publicas,sendo integral na vida e na sociedade.
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Boa noite, meu nome é Karina sou pc há 2 anos, em minha trajetória de professora tive muitos casos e aprendi muito com eles, seja de deficiência mental como física. Acompanhei um aluno com síndrome de Dow que era muito agressivo no começo, queria ter sus vontades realizadas, e puder ver o crescimento social deste aluno. Começou a interagir com a sala de aula, após a leitura deleite da professora ele pega o livro e reconta oralmente a história a seus colegas e amigos. Já respeita os tempos e a hora de realizar as coisas. Sua socialização com os colegas e com a equipe escolar mudou relativamente. Percebo que há grandes avanços mas muito a superar também, a jornada não é fácil é somente um processo.
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Oi, Karina, você usou a palavra certa: trata-se mesmo de um processo. As crianças com Síndrome de Down, com qualquer outro tipo de desvantagem, só aprendem a estar na escola e a se comportar como alunos quando VÊM À escola, não é? Sem esta experiência, eles não têm como saber como devem agir no ambiente escolar. Acredito que seja por isso que muitas delas são consideradas agressivas, ou mesmo "anjos" como algumas pessoas falam. Claro, se não podiam contar com as situações de convívio que só a escola oferece, não tinham como agir de forma adequada. Seu aluno aprendeu tudo isso que você narra por que pode viver de uma forma verdadeira o dia a dia da escola, e lidar com as relações que ela oferece, de outro jeito, não conseguiria. Outra coisa importante que você diz, é que aprendeu muito com eles. De novo concordo com você. É mesmo no momento em que enfrentamos as situações que os alunos nos colocam, que nossa formação para a inclusão tem início. A sala de aula é a nossa primeira instância formativa, e as experiências que você teve vão, com certeza,, lhe servir para os próximos desafios que terá que enfrentar.
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Bom dia! No momento tenho uma aluna com deficiência múltipla, tanto física como intelectual. A sua chegada na sala de aula foi um momento diferente para os colegas, primeiro pela presença da mãe por alguns dias e segundo pela curiosidade. Dessa curiosidade, surgiram perguntas como: Porque ela baba tanto? O que ela vai aprender se não fala? Ela não pode sair da sala pró, pois poderá cair, já que anda com dificuldade. Posso ser a babá dela? Essa última pergunta foi a primeira que trabalhei, a de maior dificuldade e a que trouxe um grande aprendizado para todos, professora e alunos. Comecei passando um vídeo que mostrava duas crianças brincando e se divertindo, sendo uma delas portadora de deficiência múltipla, em seguida abri um diálogo sobre o assunto. Ao final eles concordaram que a colega precisava de amigos, pois para ela deveria ser difícil conquistar amigos fora da escola. Também entenderam que ela não teria um ritmo de aprendizado igual ao deles, mas que eles iriam ajudá-la a, na fala deles, "se virar sozinha", ou seja, ter mais autonomia. Aquilo que, para a professora era a sua maior dificuldade, foi sua maior aprendizagem. Aprendemos com a aluna todos os dias e os colegas deram a heroína da sala o seu nome "Super Soraya". Sou desafiada todos os dias, pois mediar a aprendizagem de 28 crianças é difícil, quando você descobre que não é só uma, a que possui deficiência que precisa de atenção especial, mas várias. Então, é preciso muito amor a profissão e formação continuada. Abraços! Como foi? Qual foi sua maior dificuldade e o seu maior aprendizado?
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Maria Gildacy, sua classe deve ser uma delícia, além de um exemplo de ambiente cooperativo. O único cometário que tenho a fazer diz respeito ao fato de as crianças trazerem para nós as perguntas que têm sobre estes colegas. A gente não precisa responder tudo não acha? Na medida do possível é legal a gente ir convidando as crianças a perguntar ao próprio colega. Não é uma boa ideia?
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Sou professora de Matemática e Física há 23 anos. Atuo no 6 ano do Ensino Fundamental II, com Matemática. Este ano recebi em cada uma das três turmas que tenho alunos que estão me ensinando muito. Uma aluna com Síndrome de Down(adorável, muito estimulada desde que nasceu, doce, esperta e outros tantos adjetivos) porém, não gosta de ouvir não. Aos poucos está aprendendo. Em outra sala, tenho uma aluna com deficiência intelectual, ainda não consegue escrever o numeral 1, fala com dificuldade, muitas vezes se recusa a entrar na sala de aula. Tenho o privilégio de que em minhas aulas sempre está presente. Digo não e faço valer. Percebo que tem um carinho especial por mim. Em outra sala tenho 3 alunos, acreditem!!! Uma com deficiência intelectual, não consegue ler todas as palavras, porém, escreve, é doce e está sempre pronta para fazer qualquer atividade apresentada. Está progredindo significativamente. Outro aluno tem Déficit de atenção com hiperatividade e comprometimento intelectual. Lê,escreve com muitos erros ainda, interpreta questões simples, sabe escrever os numerais até 100, porém, sem compreender a sequência numérica; escreve os numerais mais não tem a quantificação dos mesmos. Muitos colegas estão assustados, seus comportamentos e aceitação de um trabalho diferente são bem distintos. Penso em cada um deles, estou estudando e me apaixonando pela Educação Especial. Porém, não tenho a formação específica o que me deixa muito triste. O apoio das famílias, que julgo essencial, só é positivo no caso da aluna com Síndrome de Down. No estado do Paraná, para ter direito ao professor de apoio permanente, o aluno deve ser diagnosticado com transtorno global do desenvolvimento ou deficiência física. Ficamos com estes alunos em classe e com os demais com tantas defasagens de conteúdos, sem o acompanhamento da maioria dos responsáveis em um ano de transição para estes pequenos. Temos uma pedagoga que nos orienta, estimula e enfrenta os desafios conosco, chamando os pais, cobrando dos professores, dos funcionários o envolvimento de todos e a importância do convívio para estes alunos. Ah, à noite trabalho na Educação de Jovens e adultos com a disciplina de Física. Tenho uma aluna que é para-atleta e com baixa visão. Ao fazer uma disciplina antes da minha, fotografava o quadro os exercícios que o professor passava, copiando posteriormente da tela do celular em seu caderno( só acreditei pois ela me contou, achava que isso seria impossível de ser proposto com uma aluna nestas condições). Procuro suavizar um pouco seus desafios trazendo o material impresso, em fonte adequada para que ela possa ler aproximando o máximo do material. Está feliz pois já foi bastante discriminada nos anos iniciais, deixada no fundo da sala e chamada de cega... Hoje, senta na primeira carteira, pega os materiais, li textos cola no caderno com todo capricho e está aprendendo em seu ritmo. É um exemplo para todos nós.Interage com colegas, é questionadora, luta por seus direitos. Apresento-a aos colegas como uma atleta que coleciona medalhas e percebo o quanto isto a motiva e nos ensina a todos.... Li todas as postagens e vi o quanto de desafio e amor aparece em cada uma delas. Passo boa parte de meu tempo lendo, estudando e tentando aprender mais para ensinar melhor. Porém, me questiono sempre: que inclusão é esta? Faço o que posso, mas não exatamente da forma que julgo ser a correta. Será que devo me contentar com a socialização? Gostaria da opinião de quem é especialista e poderá me ajudar nesta tarefa. Abraços,
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Oi, Marli, acho que você já pode se considerar uma professora experiente no que diz respeito á educação inclusiva.Você falou muitas coisas, e algumas delas vale a pena comentar. Veja: eu também encontro muitas crianças com Síndrome de Down com bastante dificuldade para ouvir um "não", mas acredito que isto nada tenha a ver com a Síndrome em si, mas com uma certa dose de receio que as pessoas, em geral, têm de dar elas os limites necessários. Penso que a escola, neste momento, tem um papel fundamental que talvez nenhuma outra instituição consiga cumprir, que é agir com firmeza, tratando estas crianças como os outros e com igualdade. Quando a gente diz não e estabelece limites para as crianças, elas sentem que estamos apostando nelas, ao invés de tratá-las como "café com leite". Por mais difícil que isso possa ser, você está podendo provar para você mesma que está no caminho certo. Muito bom. Outra coisa sobre a qual é importante a gente pensar, é que é muito comum que as crianças saibam muitas coisas, mas não consigam nos comunicar. Digo isso por que às vezes, sua aluna pode não consegui grafar o número 1, mas isso não quer dizer que ela não saiba o que significa e não conheça outros números. Só não consegue mostrar que sabe. Faltam recursos para isso. E se você oferecesse a ela os números já escritos de alguma forma (cartões, computador, tabelas, etiquetas numeradas) para que ela aponte os números que você falar, ou responda a pequenos desafios propostos por você? Por último, eu concordo com você, que nos falta formação mais específica para atender estes alunos, mas por outro lado, tenho certeza de que a melhor e mais importante formação você já tem: as crianças na sua sala, lhe desafiado e fazendo com que você procure por estratégias para ensiná-los. Você vai ver como nos próximos anos, seus acertos serão ainda maiores e mais numerosos do que os que já fez este ano.
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No momento tenho em minha sala dois estudantes surdos. Eles têm intérprete, mas senti-me instigado a aprender libras e acabo de iniciar os estudos em um curso. Também abri espaço para que, uma vez por semana, a intérprete ensine a todos nós, professor e estudantes, um pouco sobre a linguagem de sinais. A sensação de pertencimento deles ao meio está sendo uma linda experiência.
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Olá! Sou Nerilda e atuo como coordenadora pedagógica da Escola Estadual Professora Dóris Mendes Trindade, no município de Aquidauana, MS, há 8 anos. Na área educacional, atuo há 27 anos. Analiso a Inclusão escolar como um processo que, ao longo desses anos, caminha para melhorias cada vez mais significativas para o fortalecimento do sistema educacional de ensino inclusivo. Aqui no MS, temos a Coordenaria de Políticas para a Educação Especial - COPESP – que faz parte da Secretaria de Estado de Educação – SED/MS e gerencia as políticas públicas voltadas à Educação Especial. Cada município tem o Núcleo da Educação Especial -NUESP, responsável pelas escolas estaduais, por intermédio de técnicos pedagogos, licenciados e psicólogos, que atuam de maneira itinerante acompanhando o público alvo da Educação Especial. Algumas escolas possuem a Sala de Recurso Multifuncional, que atende os estudantes. Burocraticamente, é perfeito! Entretanto, há problemas que precisam ser resolvidos, pois como sabemos, em Educação tudo caminha de maneira mais lenta. Estamos em processo. Dentre esses problemas, destaco: o quantitativo de técnicos é insuficiente para atender a demanda das dez escolas estaduais, considerando que são apenas três; morosidade na realização das avaliações e diagnósticos; famílias que não atendem às convocações e/ou não fazem os encaminhamentos necessários, conforme as orientações recebidas após o diagnóstico do técnico (Ex: Não levam para as aulas na Sala de Recurso Multifuncional, não levam para o atendimento no Centro de Especialidades Médicas – CEM, etc). Em nossa escola temos 15 alunos com deficiência intelectual, duas alunas cegas, uma aluna baixa visão, uma aluna PC cadeirante que possui um professor de apoio, um aluno disléxico (com laudo), dois alunos com deficiência auditiva, sendo que um possui uma intérprete. Como disse, a demanda é grande. Há casos de alunos oriundos de outras escolas que ainda passarão por avaliações ainda no decorrer deste ano. Muito há ainda para se fazer, mas acredito que, apesar de todos os entraves, buscamos melhorar/ aperfeiçoar as metodologias adotadas na prática pedagógica dos professores, buscando recursos pedagógicos de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos, organizando o tipo e o número de atendimentos aos alunos na Sala de Recurso Multifuncional, e também acompanhando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala do ensino regular e outros ambientes da escola. A orientação às famílias e aos professores sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade é realizada de maneira articulada com o técnico responsável pela escola e professor da Sala de Recurso Multifuncional. Procuramos orientar e acompanhar a prática pedagógica de todos os envolvidos.
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Olá, Nerilda, sim, são muitas as questões que enfrentamos com as políticas públicas para que a escola seja justa e adequada a todos, e isso não vai acontecer tão cedo, mas eu concordo com você: já andamos muito e este processo é um caminho sem volta: a partir daqui, a gente só anda para a frente. Queria que você soubesse de uma coisa: o melhor recurso com o qual estes alunos contam somos nós os professores...tenho certeza de que os alunos da sua escola, ainda que não contem com todos os recursos técnicos necessários, contam com bons professores, acertei?
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Já acompanhei vários mas esse ano estou com um aluno com paralisia cerebral...está sendo maravilhoso , no começo me senti sem chão não acreditava no desenvolvimento dele pois os especialistas deram alta por não responder aos estímulos. Ele pouco falava, ficava na cadeira e não usava o andador. Minha maior dificuldade foi a de compreender que não há limites para quem quer ensinar e aprender! Que o amor é o empenho pedagógico fez toda diferença na vida dele.Em três meses convenci a mãe a retomar o trabalho com os especialistas To, fisioterapeuta é dono. Ele está andando no andador, se expressa oralmente com escuta atenta e não fica mais na cadeira senta com os amigos apoiando os pés no chão ...Aprendi que não há limites para aprender, que ele só precisava de amor e estímulo todos são capazes de aprender cada um da sua maneira e às vezes aprendemos mais do que ensinamos.
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Raquel, acredito que o que você ofereceu a ele foi uma crença muito grande nas possibilidades que ele tem e aprender, coisa que os especialistas não foram capazes de fazer. E você acertou em cheio: a gente sempre aprende mais com eles do que eles com a gente.
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No ano passado trabalhei como estagiária na sala de AEE e fio muito enriquecedor...fazia atendimentos individuais e tudo contribui e muito para minha formação.Fiz um curso de tecnologias assistivas de tanto que me identifiquei!!!
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Este assunto é realmente muito interessante, por podermos trocar experiências e aprender a cada dia mais sobre inclusão que ainda é um grande desafio para a educação. Mesmo depois de tantos avanços na educação inclusiva, ainda há algo que deixa a desejar em algumas instituições de ensino. Sempre que temos a oportunidade de visitar novas escolas vemos o descaso com a falta de acessibilidade e profissionais especializados para o desafio que é atender uma criança com necessidades especiais. Muitas são as queixas de colegas por matricularem mais de dois alunos especiais em uma turma e não há um ajudador deixando o professor super carregado sem nenhuma condição para trabalhar as disciplinas com a turma e muito menos com eles que necessitam de atendimento especializado! Assim sendo sentem-se excluído mesmo em meio aos outros na sala de aula.
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Minha primeira experiência foi com crianças Autistas, experiência desafiadora e ao mesmo tempo prazerosa, desafiadora por não ter experiência, nem conhecimento de como trabalhar com crianças com TEA.. Pesquisei muito, estudei muito, fiz descobertas, aprendi e cresci junto com eles..Um trabalho apaixonante, hoje na minha sala quando sei que terei criança autista vejo que o medo se transformou em alegria.... Busco cada dia mais, o aprendizado nunca deve parar....
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É meso um círculo formativo, não é, Gláucia? Sempre começa da experiência desafiadora, que é o que nos faz sair em busca de conhecimento, e em seguida, podemos enfrentar outro desafio, desta vez enfrentado com mais segurança e competência..Espero que você consiga espalhar sua coragem e compartilhar suas experiências com suas colegas de escola...
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Olá boa noite! Sou estudante de pedagogia e já atuei como auxiliar de sala, inclusive acompanhando crianças com necessidades especiais, a que me marcou profundamente foi um menino com problemas de coordenação motora, foi uma experiência magnifica onde eu tive que superar meus próprios limites em detrimentos ao dele,pois este estava fazendo um tratamento e não utilizava cadeira de rodas nem qualquer outro equipamento para auxilia-lo na sua locomoção. Encontrei muita dificuldade neste processo de locomove-lo por ser uma criança de 9 anos, porém aos poucos essa dificuldade foi tornando-se um trabalho simples, pois mesmo com todas as dificuldades motoras e locomoção que ele tinha era uma criança sempre feliz, segura e de bem com a vida.Aprendi com ele que apesar das adversidades não devemos desistir de nossos sonhos, ele na 2° do ensino fundamental sabia ler muito bem para escrever necessitava de ajuda e sempre dizia que para ser um bom jogador de futebol tinha que ser muito inteligente mesmo sabendo que não podia jogar futebol sempre pedia uma bola na hora do recreio.
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Bom dia! Olá, Sou estudante de Pedagogia, aliás, trabalhei a vida toda como administradora, mas sentia que faltava algo, pois gosto de ser contadora de histórias também e estar sempre cercada por crianças, foi então que decidi trilhar por um novo caminho e iniciei na Pedagogia. Ainda não fiz estágio, apesar de já estar no 5º período, mas trabalho como voluntária fazendo oficinas brincantes sempre com cunho educativo e consciente do que ensinar e para que ensinar. Nesse voluntariado percebo que a quantidade de crianças autistas vem aumentando e confesso que fazer a inclusão não é tarefa fácil, pois nem todas as pessoas estão aptas, ou seja, além de conhecimento sinto que falta a entrega já que percebo que veem essas crianças como pessoas que não interagem e estão muito enganadas. As crianças autistas são super inteligentes. Um menino de 8 anos autista fala dois idiomas (espanhol e inglês) sem nunca ter estudado, conhece a informática de forma exímia, entre outras habilidades que bem trabalhadas geram resultados surpreendentes. No entanto, são crianças que gostam de espaços calmos e tranquilos para viverem o seu mundo, então nem sempre os trabalhos acontecem de forma satisfatória já que não toleram tanto falatório. É complicado, mas tudo tem sido realizado de forma que estas crianças não fiquem de fora. Sinceramente, sou a favor da inclusão, mas não é tarefa fácil. Há uma linha tênue que os separa e tudo vai depender do grau da deficiência, já que alguns lidam melhor que outros em ambientes infantis onde é normal haver falatório e agitação natural de toda a criança. Acredito que além da professora deve haver uma mediadora para trabalhar de forma exclusiva com a criança com deficiência.
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Eu desde o ano passado que estou acompanhando alunos com necessidades educacionais especiais. No inicio foi algo bem difícil, haja vista o pouco conhecimento que tinha sobre o assunto ( não que me tornei exper), mas tenho buscado através de artigos, experiências com outros profissionais, livros como lidar com o aluno. A maior dificuldade encontrada é fazer todos envolverem a essa nova realidade.
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Boa Noite, Maria e demais colegas. Grata pelas suas considerações, sei que fala com propriedade e eu; estou iniciando uma caminhada e sei o quanto vai me auxiliar. Quando falei da aluna que não consegue grafar o número 1 tinha mais a intenção de mostrar o quanto nossos alunos perderam em sua caminhada e o quanto nos angustia querer fazer algo e faltar a formação específica para realizar o trabalho a contento. Enquanto alguns profissionais buscam aprimoramento ou até mesmo buscam atividades específicas, de diferentes níveis para colocar em prática, analisar e ampliar os conhecimentos, outros ignoram o aluno, deixando-o de lado. É apenas um bimestre e podemos ver o progresso de nossos alunos. Fazer valer o não é bem difícil até que realmente aprendam e passam a respeitar as normas. Quanto à aluna citada. já está identificando os numerais até 5, escrevendo, separando objetos e relacionando-os às respectivas quantidades. Às vezes se confunde, mas persiste e acaba concluindo a proposta. Estou adaptando o material inglês, chamado NUMICON e estou contente com o avanço de todos. Quem conhece o material e/ou já realizou suas atividades? Poderia partilhar suas experiências? Obrigada, seguimos conversando.
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Olá amigos(as)! Em nossas escola recebemos crianças especiais. E nossa grande dificuldade é que os pais não trazem diagnostico e/ ou não querem admitir que o seu filho é especial e necessita de atendimento pedagógico necessário para o seu desenvolvimento escolar. Quando trazem o diagnóstico isso nos ajuda a atender de forma adequada como: Atividades. Interatividade trabalhar a questão do respeito e igualdade e colaboração dos amiguinhos de classe para que haja o relacionamento saudável entre elas. Para isso necessitamos desse diagnóstico.
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Olá bom dia! Eu sou professora de educação infantil desde 2001 e já experiência sim quanto ao processo de escolaridade de alunos com deficiência. Trabalhei na Apae de Fortaleza durante 1 ano com alunos síndromes de down que tinham de 4 a 5 anos. Foi uma experiência muito rica, pois pude aprender que é possível a aprendizagem desde que o educador e familiares participem com afinco. Sendo capazes de esperar e identificar o momento de cada um, a necessidade de cada um. Levando em consideração as especificidades!
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Bom dia! Enquanto estive em sala de aula, lecionando tive oportunidades de acompanhar alguns alunos deficientes. Um em especial foi o Caique, aluno do 1º ano, que sofreu falta de oxigenação no cérebro ao nascer e teve atraso mental. De acordo com os médicos, ele teria poucas chances de desenvolvimento, porém com a integração família, escola, sala de apoio pedagógico e os terapeutas, o resultado foi além do esperado. Hoje ele é um rapaz que tem autonomia, está alfabetizado e trabalha. Minha maior dificuldade em trabalhar em sala de aula com esse e os demais alunos, é a falta de atividades práticas, pois eu aprendi com ele, o Caique era o meu norte. Em sala de aula, sentimos como que abandonados, engessados, não conhecemos o aluno, sua realidade, faltam relatórios que possam nortear o nosso trabalho. Atiramos no escuro.
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Olá pessoal! Tenho acompanhado o processo de escolaridade de alunos com diagnóstico de TDH, TDAH, Autismo, Paralisia cerebral, Asperger, TOD, entre outros, há 1 ano e meio, mais ou menos. Que desafio! Em nossa escola temos um Núcleo com psicólogos, psicopedagogos, psicanalista e professores que buscam um acompanhamento pedagógico adequado para cada caso, mas muitas vezes me pergunto: _Estamos incluindo de verdade? O que ainda precisamos fazer? Os alunos tem esse olhar diferenciado, fazem avaliações adaptadas, mas me questiono: _Será que estamos no caminho certo? Como convencer o professor de Fund II que é necessário uma adaptação de conteúdos, atividades, avaliações, espaço, quando ele não recebeu essa formação específica e precisa dar conta de uma sala de aula com mais 25 alunos? Ufa! Muitos questionamentos...
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Olá, eu acompanhei por pouco tempo o processo de escolaridade de um aluno com deficiência, fiquei com essa turna já no ultimo mês letivo. Era da pré- escola. Minha maior dificuldades era encontrar estratégias para cumprir a proposta do dia. Geralmente não conseguia sua atenção. Sua agitação e agressividade era latente,talvez por isso, não se entrosava com a turma. Questionei junto a coordenação pedagogia, se havia um diagnostico, ou acompanhamento e informaram ele foi encaminhado para consulta, mas a coisa estava se arrastando, a família não era participativa. Sei que com a inclusão, novos alunos virão, e acho que nosso maior desafio é realmente incluir e não excluir. Aprendi que a criança precisa de um olhar diferenciado, que esteja focado nas suas potencialidades.
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Olá, Maria da Paz. Sou professora de educação infantil turma de 4/anos. Estou com um aluno autista e pra mim é um grande desafio e dificuldade todo dia porque o ritmo de aprendizagem dele é diferente, a turma já está trabalhando escrita do.nome, numeros e ele ainda não consegue, atividades de pintura, desenho ele rabisca, rasga as folhas. Tenho dificuldade em adequar às atividades pra ele. Cobrir os números ele não faz. Hoje fiquei feliz porque ele cobriu o número 1 com tinta e pincel sem ajuda.
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Olá, acompanhei uma aluna com Paralisia Cerebral no 1º ano do ensino fundamental e na mesma classe havia também um menino com TDAH. O primeiro caso a criança era muito agitada, babava bastante, as vezes tirava a roupa, não falava e quando alguém se aproximava, ela chutava, cheguei a ficar com a perna roxa. Em uma conversa com o Coordenador da escola resolvemos que a mãe iria acompanhar a filha por alguns dias até que ela se adaptasse ao ambiente, aos colegas e as professoras. Foi um trabalho árduo mais satisfatório, ao passar os dias a criança foi se a adaptando com a escola e já aceitava as professoras, as vezes ela tinha crises, mais logo passava. Como a aluna frequentava APAE, tivemos ajuda de uma profissional no caso, que nos orientou sobre atividades que poderíamos aplicar e foi maravilhoso o desenvolvimento da aluna na sala de aula. No segundo caso o aluno também era muito agitado, andava o tempo todo na sala, as vezes fugia e passeava pelo corredor da escola, não conseguia se concentrar, não fazia as lições. Conversamos com os pais que nos informaram sobre o menino ter TDAH e que estava sem o medicamento. Sem o medicamento o aluno era muito inquieto e eu tinha que sair com ele da sala todos os para que ficasse mais calmo. Quando os pais retomaram a medicação, a mudança foi clara, ele estava mais calmo, fazia as lições e já não saia tanto da sala de aula. O que tornou nosso trabalho mais tranquilo e produtivo.
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Sim, em 2014, então atuando com uma turma de 1º, ano recebi uma aluna com TEA. Foi um desafio. Procurei aprofundar-me no assunto para poder fazer a diferença na vida dessa criança. Iniciei com a socialização e integração dela com a turma, pois naõ aceitava ficar na sala de aula. Depois tive que trabalhar o sentimento de posse e os limites, porque ela não respeitava os objetos das outras crianças, queria tudo para si e usava de agressividade quando contrariada (mordidas e beliscões). Falava muito pouco, apenas os substantivos. Agora em 2016, estou com essa mesma turma novamente e essa aluna ainda faz parte do grupo. pude perceber que houve avanço significativo. Ela me reconhece como referência e há interação entre nós. No entanto ela continua participando pouco das aulas. Estou em busca de uma cuidadora que não falte ao serviço para ser minha colaboradora, pois sei que a aula deve continuar, para essa aluna, mesmo fora da sala de aula, ou seja, na biblioteca, no laboratório de informática ou em qualquer outro ambiente em que essa criança se sinta bem.
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Sim, em 2014, então atuando com uma turma de 1º, ano recebi uma aluna com TEA. Foi um desafio. Procurei aprofundar-me no assunto para poder fazer a diferença na vida dessa criança. Iniciei com a socialização e integração dela com a turma, pois naõ aceitava ficar na sala de aula. Depois tive que trabalhar o sentimento de posse e os limites, porque ela não respeitava os objetos das outras crianças, queria tudo para si e usava de agressividade quando contrariada (mordidas e beliscões). Falava muito pouco, apenas os substantivos. Agora em 2016, estou com essa mesma turma novamente e essa aluna ainda faz parte do grupo. pude perceber que houve avanço significativo. Ela me reconhece como referência e há interação entre nós. No entanto ela continua participando pouco das aulas. Estou em busca de uma cuidadora que não falte ao serviço para ser minha colaboradora, pois sei que a aula deve continuar, para essa aluna, mesmo fora da sala de aula, ou seja, na biblioteca, no laboratório de informática ou em qualquer outro ambiente em que essa criança se sinta bem.
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As dificuldades de aprendizagem tornaram-se hoje muito comuns. As discussões em torno delas são cada vez maiores e mais estudadas. Trabalhei com sessões interventivas para ajudar no processo de aquisição da leitura de aluno do 3º ano do Ensino Fundamental. Inicialmente era com muita dificuldade que ele realizava atividades de leitura e escrita, o aprendente tinha aversão a essas atividades. Porém, com o decorrer das sessões seu interesse foi sendo instigado e, com isso, aguçada a sua curiosidade pelo tema. Notou-se que as atividades mais lúdicas eram as que ele mais se interessava, sendo, portanto uma diretriz para a sua professora seguir em relação às suas atividades diárias. No que concerne ao espaço escolar atividades de interação e motivação devem ser mais trabalhadas no cotidiano. Trabalhar com o lúdico motiva e aguça o interesse das crianças. O maior aprendizado é o de que Pais e professores são parte importantes para o êxito no trabalho de qualquer educador, pois não é um trabalho isolado, mas em conjunto que precisa de auxílio e atenção para que tenha os resultados positivos.
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Bom dia! Atualmente trabalho como Coordenadora da Educação Especial Municipal, e implantamos a primeira Sala de Recursos para Atendimento Educacional Especializado. Temos recebido vários alunos com as mais diversas deficiências em nossa sala e tenho acompanhado os avanços dos alunos, as dificuldades dos professores das salas de aula comum e processo de aceitação pelo qual passa as famílias. O mais importante de tudo isso é que estamos possibilitando o avanço dessas pessoas, todos os dias nos deparamos com novos conhecimentos adquirido por algum aluno. São muitas dificuldades, mas os resultados são gratificantes.
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Trabalho com educação especial desde a década de 80 e tive a oportunidade de vivenciar a história na prática.Foram e são muitas as dificuldades para realizar o processo de inclusão, a maior dificuldade que vivencio hoje são com os alunos que estão chegando ao ensino médio, principalmente os que apresentam deficiência intelectual.Os professores do fundamental II e médio ficam muito aflitos com os conteúdos a serem passado e a dinâmica na sala. hoje trabalho como supervisora em uma escola com muitos alunos na inclusão que vão do fundamental I a EJA e em um órgão do estado que presta assessoramento em educação especial. No segundo trabalho presencio muitas superações das pessoas com deficiência, são tantas e imagináveis e quero poder contribuir com novos meios de ensinar e novas tecnologias.
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No incio de minha carreira no magistério, tive a oportunidade de trabalhar com uma criança com deficiência auditiva, no começo fiquei apavorada,mas depois de alguns dias me adaptei a situação apesar de não ter experiencia nenhuma, ainda consegui que ela se desenvolvesse na escrita. O que acho um absurdo e falarem tanto em inclusão e O PROFESSOR não TER O APOIO para trabalhar.este ano minha colega tem alunos com deficiência mental e não tem apoio nenhum,estes alunos não poderão ser retidos, são aprovados sem nenhum conhecimento,na minha opinião o professor teria que ter apoio da coordenação e de um psicólogo ou alguém especializado. CRISTINA
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Olá. Já tive uma experiência dessa e foi muito gratificante, de início foi um grande desafio porque não tinha nenhuma formação para atender crianças com síndrome de Down. o aluno passou pouco tempo na escola, os pais mudaram de cidade, porém o carinho da criança fazia diferença. Foi uma pena eu não ter contribuído muito com a formação dele, a escola não oferecia suporte físico e pedagógico para ele.
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Olá, tudo bem? Acompanhei sim, mas de forma superficial, já que trabalhando com o fundamental II, o tempo de aula é menor, e isso dificulta muito um envolvimento mais profundo com o aluno. Minha dificuldade é justamente a questão do tempo e de saber o que fazer e como fazer, pois além da criança com deficiência ainda restam na sala 29 alunos ou mais, e sozinha fica muito difícil trabalhar.
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acabei não comentando a deficiência, a mais difícil de todas foi lidar com a aluna que tinha deficiência visual, ela não enxergava nada.
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Olá professora Maria da paz. prazer! meu nome é Ednalva Santos. sou acadêmica, quase formada, pesquiso para TCC sobre a inclusão. Na pesquisa de campo tenho me deparado muito com a grande dificuldade que é incluir verdadeiramente como encontramos na lei, pois na verdade, no meu ponto de vista,a inclusão ainda é um projeto que ha muito ainda para se firmar, o que se observa é que infelizmente o que acontece nas escolas de ensino infantil é meramente o processo de integração, segregação, longe ainda de ser inclusão. Percebo a grande dificuldade nas falas dos próprios professores que diariamente estão ali com alunos especiais e não sabem ainda como lidar com eles.As vezes me pergunto se realmente é possível essa educação para todos, partindo do consenso que coordenadores, gestores e professores são os primeiros a impossibilitar esse processo em consequência dos seus medos e receios e até mesmo da incapacidade de lidar com crianças com necessidades educativas especiais.
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Eu estou começando em um grupo de adultos com deficiência intelectual. Tenho um curso de alfabetização mas ainda não cheguei nessa matéria na faculdade . (estou no segundo semestre). Vi uma tese de Doutorado na internet, e percebi que dentro das limitações deles é possível se fazer grandes avanços mesmo em idade adulta .
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Olá, Como educadora já acompanhei processos de escolaridade de alguns alunos com autismo,dislexia e retardo mental.Estes processos foram desafiadores, me levaram a refletir muito sobre minha prática pedagógica e buscar constante informação nesta área. Minha maior dificuldade é a falta de material específico para trabalhar com estes alunos, como apostilas ou livros adaptados e outros recursos em sala de aula, além do apoio de uma equipe multidisciplinar.Além das dificuldades também possuímos resultados e estes são gratificantes e emocionantes.
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Boa noite. Meu nome é Juliana Andrade, no ano 2015 tive minha primeira relação com uma criança autista. Primeiro ano dela na escola, a mãe não aceitava as 'condições' da menina , tornando assim o processo de adaptação muito complicado. De inicio fiquei com receio, pois nunca havia trabalhado com crianças autistas, ou seja, demorei a me adaptar as necessidades da mesma. Porém, depois de conversar e buscar ajuda com profissionais e livros que tratavam desse tema, a relação entre nós duas foi ficando cada vez melhor. Comecei a entender melhor, as necessidades e desejos daquela criança maravilhosa ! Nossa convivência foi ficando mais solida, e eu todos os dias aprendia um pouco com ela. Sou muito grata pela oportunidade que tive em poder trabalhar com ela, sem duvidas ficará marcado para sempre. Foi um aprendizado grandioso !!
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Bom gente... Sou aluno de educação física pela Unopar, e já no primeiro semestre tivemos a oportunidade de estar enriquecendo nosso conhecimento sobre o assunto proposto, como trabalho de grupo realizamos pesquisas e visitamos a Escola Especial São José, conversamos com profissionais dedicados e com muita vontade de ensinar, conversando com os alunos percebe-se o entusiamos estampados nos seus olhos, embora o método de ensinar seja um pouco fora do habitual nota se que os alunos tem uma dedicação especial por cada conteúdo aplicado, porem nas escolas regulares que passamos identificamos falta de acessibilidade para os alunos, apenas rampas nas entrada das escola, mais salas bem apertadas, e também falta de acessibilidade principalmente nos banheiros que dificulta e tira autonomia do aluno. É um desafio mais com um aprendizado gigante para quem tem a oportunidade de trabalhar e crescer de mãos dadas com a inclusão escolar.
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Olá, este ano tenho em sala um alno com Paralisia Cerebral Dupla - Hemiplegia e a maior dificuldade que estamos encontrando é no registro das atividades e avaliações. Ele acompanha as propostas e apresenta domínio dos conteúdos, sua aprendizagem vem apresentando resultados significativos, mas acaba sendo prejudicado em relação ao registro porque cansa.
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Trabalhar com a educação especial é um desafio pois você terá que ter criatividade para buscar o desenvolvimento do aluno com necessidades especiais. Sabemos que eles aprenderão com um pouco mais lento que as crianças normais , talvez em algum momento a gente se sinta incapaz na hora de lhe dar com certas deficiências pois sabemos que por mais que façamos o melhor que queremos que eles aprendam como qualquer outra pessoa , devemos lembrar que nós não vamos conseguir 100%.A questão é passar por cima disso tudo é mais que isso inclui-los de maneira correta na sala regular procurar trabalhar com as crianças e professores questão da diferença , para ter uma melhor qualidade na oportunidade de conviver com os outros.
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Olá sou professora de apoio de um aluno no terceiro ano ,diagnosticado com CID 71 com atraso no desenvolvimento,não possui coordenação motora,dificuldades na linguagem expressiva,hiperatividade,segundo a neuropsicologa se encontra no nível de uma criança de um ano e meio. Gostaria de uma ajuda para trabalhar com este aluno.
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Há dois anos companho um aluno surdo como professora de apoio (PAP). A principio foi um grande desafio pois não conhecia a Língua Brasileira de Sinais e para a criança o processo de adaptação escolar foi muito difícil. As maiores dificuldades que enfrentei e ainda enfrento está relacionada são: A) Iniciei o curso de Libras quando o aluno chegou a escola, porém ainda não sou fluente em Libras. B) O professor regente e os outros que ministram aulas no período de hora atividade também não conhecem a LIBRAS o que dificulta a adaptação do conteúdo. B) A falta de recursos didáticos adaptados (impressora colorida e outros materiais). Muitas vezes acabo comprando ou pagando os materiais que necessito. C) A família não adota a Libras, apresenta resistência e não leva o aluno no contra turno no centro de atendimento a pessoa com surdez. Em relação ao aprendizado foram muitos. Um dos principais esta relacionado ao conhecimento mesmo que parcial da LIBRAS, pois ainda estou estudando.Quero aprofundar os estudos! Cada dia é uma aprendizado novo, em cada conteúdo adaptado ensino e reaprendo a ensinar sempre. Aprendi também a festejar com cada pequena conquista do meu aluno, por menor que seja.
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Já sim! No momento em que estava efetuando o papel de Estagiário de Educação Física, no Ensino Infantil. Algo Normal porque essa criança já tinha sido ganha pela professora, então, não tava trabalho, consegui vê como ela pilotava sua aula também com a ajuda dos demais
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