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17/03/18
SOBRE O CURSO Discutir os principais aspectos do...
Izabel Soares de Souza
publicou no grupo Cultura leitora na escola

ATIVIDADE 3

 

A literatura não exclui

 

Ler um livro para algum público requer ao leitor saber encaminhar uma leitura expressiva em voz alta de modo que evidencie e valorize os recursos linguísticos e estéticos, além de expressar a emoção refletida no texto lido. Todavia não é uma regra fazer uma análise e uma reflexão sobre o tema do livro para toda leitura realizada.

Para garantir a expressividade da leitura e a promoção da ação leitora por parte das crianças, é preciso apenas que a leitura seja interessante e prazerosa para quem ouve, e isso acontece independentemente de qualquer condição do indivíduo, seja ela física, social, mental ou outros.

Quando falamos de inclusão certamente pensamos em alguém que está de fora, e precisa ser inserido. A literatura permite tratar desse assunto de uma maneira diferente, mais amena. No caso especifico da sala de aula inclusiva, o livro e a leitura são ferramentas fundamentais para expressar algo que nem sempre é evidente aos olhos de todos.

O texto “A Literatura infantil como recurso de inclusão social nas escolas”, de Rosinete de Sales Gomes Confessor, apresenta uma série de ideias importantes sobre o papel da leitura na infância, e o quão importante é o processo inclusivo. Além disso, o texto nos mostra uma série de reflexões relevantes sobre a literatura e a inclusão.

Sendo assim, gostaria de propor uma reflexão sobre qual o papel da leitura no processo de inclusão. Como vocês realizam um trabalho inclusivo com Literatura na sala de aula e na escola? Têm alguma dúvida sobre como conduzir esse processo?

Segue uma série de indicações de livros que tratam sobre inclusão. Caso já tenha utilizado algum desses recursos, compartilhe conosco!

OBS.: Lembre-se de não criar novos posts. Comente essa publicação clicando em "comentar" no final da atividade.

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Comentários

Olá, tudo bem? Há 4 anos recebi um aluno autista que veio com a indicação da escola anterior "não participa ou se interessa pelas rodas de leitura". Tenho por prática todos os dias ler para alunos, assim que eles chegam e com esta sala não foi diferente, contudo o aluno em questão ria alto, tira o livro das minhas mãos, fazia de tudo para chamar a atenção e, talvez, ser mandado "para fora" da classe. Percebi que deveria me apropriar de suas preferências e usá-las para prender sua atenção. Descobri que o aluno gostava muito de trens e da Turma do Cocoricó, então procurei um livro que tivesse este tema. Encontrei "Histórias de contar" de Ana Paula Perovano. No dia que levei o livro para a classe, o aluno saiu correndo da carteira e pegou o livro da minha mão maravilhado, perguntei se ele gostaria de ouvir a história e ele assentiu com a cabeça que sim. Li só para ele, que ficou encantado, depois perguntei se podia ler novamente, mas desta vez para a sala toda e que depois deixaria o livro com ele o dia todo e o leria sempre que quisesse. Ele concordou e acompanhou a leitura com muita atenção. Comecei, então, a usar esta estratégia: chamar a atenção do aluno para o livro, convidá-lo para ouvi-lo com atenção e oferecer algo como recompensa, muitas vezes o próprio livro que poderia ficar com ele o dia todo. Também utilizei fantoches na contação de histórias e áudio livros. Com o passar do tempo, percebi que além de ouvir, ele também passou a comentar e conversar sobre as histórias. Algumas ele decorou de tanto pedir para que eu e os amigos os lessem!
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Pablia que emocionante, sinto que sua atitude fez toda a diferença na postura dessa criança, com certeza ele verá a sala de aula de uma maneira bem diferente da inicial. A escolha dos livros deve ser feita com muita atenção, pois elas podem ser úteis de diversas formas diferentes, neste caso, contribuiu até com a ampliação do interesse do seu aluno e com certeza toda a turma foi beneficiada com isso. Parabéns pelo seu trabalho e obrigada por participar. Abraço!
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Creio que trabalhar literatura que aborde a temática da inclusão, em todos os sentidos, é de extrema importância não somente em turmas que disponham de alunos especiais, mas sempre é importante levar esse assunto para a sala de aula. Vejo uma necessidade muito grande em levar para a sala de aula temas que abordem questões de inclusão contemplando crianças especiais, questões raciais, entre outros assuntos. Um livro que trabalho muito é "Menina bonita do laço de fita", da Ana Maria Machado. Neste ano, recebi um aluno com TDAH e o ritmo dele para a execução das atividades acabava por gerar certa pressão por parte dos colegas. Então, trabalhei o livro "A festa no céu", no qual os bichinhos pensaram que a tartaruga não conseguiria chegar à festa e ela, muito astuta, deu um jeitinho e chegou antes de todos. Juntamente com esse livro, consegui trabalhar a questão da paciência para com os outros e o fato de as pessoas serem diferentes em tudo, até mesmo no seu ritmo.
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Isso mesmo Daiany, a leitura nos permite tratar de diversos assuntos de maneira mais amena sem “chatear” ou “expor” qualquer criança, além disso, se a criança se sentir confortável para se manifestar no grupo, é importante que a mediação seja feita imediatamente e usar o livro como apoio é importante para lembrá-los devemos respeitar as diferenças. Obrigada por compartilhar suas experiências, abraço!
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A leitura é muito importante principalmente a questão de inclusão para que as outras crianças sejam capazes de aprender e aceitar que o outro é diferente .A leitura pode ser abordada de maneira lúdica com a participação de todos na contação de história assim eles podem trabalhar oralidade autonomia . com a leitura você trabalha diversos temas com as crianças seja a questão da inclusão, preconceito etc. O importante é que os alunos compreendam, participem para ajudar em sua formação intelectual , social.
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Isso mesmo Amanda! A leitura é algo que permite trabalhar as diferenças de maneira descontraída e o bacana é depois podemos opinar, refletir e falar sobre qualquer assunto sem excluir ninguém por ser ou pensar diferente. Obrigada por participar. Abraço!
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Representatividade é essencial para a formação da identidade das pessoas... É através dela que aprendemos apreciar quem nós somos. Desde cedo, as crianças absorvem o mundo e formam suas identidades através disso. Muito das suas referências vem da mídia dominante. A leitura, por sua vez, vem contribuir para que essas referências sejam ampliadas, mostrando-lhes novas realidades sociais. Através da leitura podemos trabalhar assuntos mais delicados com as crianças mas sem todo o peso que estes possuem. Por meio da leitura, trabalhamos ludicamente questões pertinentes a sociedade de uma forma que as crianças compreendam e internalizem estes conceitos. Assim, a criança deficiente poderá sentir-se incluída, de fato, em uma sociedade e a criança não deficiente poderá compreender melhor suas limitações, sem um pensamento excludente. Como a leitura transforma as pessoas, trazendo a criticidade e reflexão para as práticas impostas, ficaria a encargo dos educadores de selecionarem livros adequados e incluírem esta prática no dia a dia das escolas. O que certamente mudaria a vida da comunidade escolar, em especial dos alunos da inclusão.
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Olá Daiane! Extremamente pertinente sua reflexão, nós enquanto educadores somos capazes de escolher as literaturas adequadas para a turma com os mais variados gêneros a se trabalhar. O aluno deve sentir-se parte do ambiente em que está inserido, portanto a escolha do livro faz toda diferença. Obrigada por participar!
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olá. O papel da leitura na inclusão é importantíssimo. Gostaria de compartilhar a experiência de ter tido um aluno altista ano passado e que ele amava livros. E pedia que eu lesse para ele, e ficava folheando os livros e depois me contava com suas palavras a história. No final do ano após ter repetido por varias vezes o primeiro ano e não conseguir concluir o ano, ele saiu lendo palavras simples e escrevendo. Fiquei super feliz. O trabalho de leitura na inclusão é dar vida ao seu trabalho pois através da leitura você consegue maravilhas.
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Olha só que alegria! A criança apenas por ter contato com os livros, sabendo para que eles servem e dando sentido aquele objeto, faz toda diferença, tenho certeza que essa criança sempre terá um olhar diferenciado para o material que lhe foi apresentado. Isso é incluí-lo fazê-lo sentir-se parte do processo. Parabéns Marcela!
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Vejo a leitura como um instrumento que pulsiona o sangue no corpo humano entendo ela como vital no processo de aprendizagem. Compreendo que muitos assuntos são difíceis de se falar e o professor que utiliza os paradidáticos como ferramenta necessária para abordar temas como: Racismo, morte, violência, inveja, abandono, preconceito e entre outros temas, só tem a ter êxito em seu trabalho. É evidente que o professor tem que estar sempre buscando aprender mais, se questionando, pesquisando. Como dizia o mestre Paulo Freire: Só é um bom ensinante quem é um bom aprendente.
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Aurea, ótima analogia feita...rsrsrs... Penso que a leitura é uma das maneiras mais atraentes para se abordar qualquer tema tido como difícil, nós enquanto docentes devemos estar em constante busca, pois em muitas vezes a criança não se desenvolve na escola porque tem uma situação sentimental mal resolvida, se pudermos sanar isso através de uma leitura e depois falar do assunto. Pode ser que esse bloqueio seja sanado. Muito obrigada por sua participação!
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Vou indicar um livro que gosto muito e se quiserem podem ver um vídeo que pode inspirá-los. Livro: Menina bonita do laço de fita. Autora: Ana Maria Machado Editora: Ática Vídeo: https://youtu.be/XU23FT3vPZM
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A literatura infantil em sala de aula abre um leque de possibilidades de trabalho que contribui para o desenvolvimento das potencialidades dos educandos, e também age como um elemento facilitador na promoção da inclusão, quebrando preconceitos.
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Olá, como já falei em postagens anteriores sou professor da disciplina de matemática do Fundamental II e sempre busco em minhas aulas trazer textos que envolvam a matemática, penso que assim os alunos aprenderam a contextualização dos conteúdos. Entretanto, recordo que ano passado tive um desafio a enfrentar, uma aluna oriunda de outra rede de ensino ingressa na nossa escola no 6 ano,mas a menina não sabia ler. Ela sabia escrever o seu nome,reconhecia os números, mas a bia leitura que os demais da sala tinha ela não possuia. Não vou negar que a primeira vista temi e me pergunte como ela tinha chegado aquele determina ano de escolaridade. Conversei com a direção e realmente a documentação da garota falava que a mesma estava apta a cursar o 6 ano... Enfim,tivemos que por a mão na obra, e começar a trabalhar, tive uma bela parceria com a professora de língua portuguesa, ela foi fundamental para " alfabetização" daquela menina, e eu sempre levava textos a turma, ea incluía da melhor forma, mesmo gaguejando muito e trocando muito as palavras,ela ia na sala para todos.
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Nossa Danilo, me emocionei com seu relato. Sofro muito quando percebo como esse tipo de coisa pode acontecer, e é mais frequente do que você pode imaginar. Você foi muito mais que um bom professor, foi muito além disso. Muitas vezes vemos nessas crianças que chegam com muita defasagem a mais clara exclusão, cabe a nós estabelecer um diálogo e oferecer a oportunidade para que essas crianças possam se recuperar. parabéns por sua prática e obrigada por participar.
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Olá, como já falei em postagens anteriores sou professor da disciplina de matemática do Fundamental II e sempre busco em minhas aulas trazer textos que envolvam a matemática, penso que assim os alunos aprenderam a contextualização dos conteúdos. Entretanto, recordo que ano passado tive um desafio a enfrentar, uma aluna oriunda de outra rede de ensino ingressa na nossa escola no 6 ano,mas a menina não sabia ler. Ela sabia escrever o seu nome,reconhecia os números, mas a bia leitura que os demais da sala tinha ela não possuia. Não vou negar que a primeira vista temi e me pergunte como ela tinha chegado aquele determina ano de escolaridade. Conversei com a direção e realmente a documentação da garota falava que a mesma estava apta a cursar o 6 ano... Enfim,tivemos que por a mão na obra, e começar a trabalhar, tive uma bela parceria com a professora de língua portuguesa, ela foi fundamental para " alfabetização" daquela menina, e eu sempre levava textos a turma, ea incluía da melhor forma, mesmo gaguejando muito e trocando muito as palavras,ela ia na sala para todos.
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Com a literatura podemos abordar temas como a inclusão de forma lúdica. Trabalhar questões sociais de maneira que todos participem e interajam com o tema proposto levantar os conhecimentos prévios dos alunos a cerca do tema a ser discutido, propor uma roda de conversa sobre o tema, levantar questões. Trabalhar de forma enriquecedora e garantir o máximo de circulação de informação.
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Concordo plenamente com você Tahiana, a literatura nos proporciona um leque variado de possibilidades de estratégias de trabalho em sala de aula. Nossa prática aliada as teoria é o que embasa o nosso trabalho diário em sala de aula
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A leitura de livros pode auxiliar a tratar de assuntos que envolvam os temas de inclusão, diversidade etc. A leitura pode também facilitar o desenvolvimento de alunos com necessidades especiais trazendo novas expectativas, imaginação etc... permitir a possibilidade de sonhar.
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