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01/06/17
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BRINCANDO E APRENDENDO COM A CULTURA POPULAR “Cantando a gente aprende”

BRINCANDO E APRENDENDO COM A CULTURA POPULAR

“Cantando a gente aprende”

 

OBJETIVO GERAL

 

Aliar a prática educativa e a música, estimulando as crianças da turma da pré-escola, da turma “E”, escreverem da maneira como acreditam que a música deve ser escrita, desenvolvendo a linguagem oral e escrita, estimulando a formação de leitores e escritores desde a Educação Infantil.

 

CANTANDO A GENTE APRENDE

 

As atividades propostas e realizadas foram partir das músicas populares de Luiz Gonzaga. A música desempenha um papel de destaque no desenvolvimento da linguagem oral, no entanto, a criança necessita ter contato com a mesma, explorando‐a das mais variadas formas. Em conformidade com Kaufman (1995)

 

O ritmo, a entonação e a musicalidade das palavras funcionam como reais possibilidades de despertar a criança para a comunicação, proporcionando‐lhe sorrisos e gargalhadas, além de garantir o contato com a oralidade de uma forma lúdica e descontraída (1995).

 

Na aprendizagem a música é muito importante devido ao fato da criança conhecê-la desde cedo, se for bem trabalhada ela desenvolve o raciocínio, a criatividade e outros dons e aptidões, por isso se torna um relevante recurso didático, devendo estar presente cada vez mais nas salas de aula de Educação Infantil.

Diante dos objetivos acima citados foram propostos e enfocados conteúdos que proporcionaram às crianças a aprendizagem, ampliando o conhecimento musical, estimulando a escrita, a criatividade e a imaginação, diferenciando letras, desenhos de outros sinais gráficos.

A referida sequência didática prioriza a linguagem oral e escrita através das músicas de Luiz Gonzaga foi desenvolvido pela sequência dos seguintes procedimentos:

1º momento a realização da atividade

(1º) Iniciamos atividades da sequência com uma roda de conversa, fazendo um levantamento dos conhecimentos das crianças sobre as músicas, estimulando incentivando todos a cantar alguma música que sabem. Aproveitou-se esse momento para ficar a par de boas canções musicais para criança já conheciam.

2º Além de cantar as músicas que eles conheciam, ouvimos também boas músicas de Luiz Gonzaga.

3º Audição da biografia de Luiz Gonzaga lido em voz alta pela professora.

4º Ilustrar o texto da canção de trabalho de Luiz Gonzaga, usando a criatividade.

·         Sugestões: O Xote das Meninas e /ou Olha pro céu.

5º Representar graficamente através de escrita espontânea e do desenho a música ouvida e cantada.

6º Assistir o vídeo O Xote da menina

7º Ditado figurado com banco de palavras.

8º Apresentação cultural da música “Xote das Meninas “encerramento da sequência didática

 

 

 2º momento- análise da escrita

  Foto 1: Atividade diagnóstica do aluno Erick Augusto

O desenho de uma festa junina (08/06/15), ilustrando as imagens de uma noite de São João, através da música “Olha pro céu meu amor”, de acordo com a inspiração de Luiz Gonzaga “olhando para o céu” na noite de São João, cuja letra retrata uma estória de amor numa noite de São João).

Esse desenho foi assim descrito:

Uma noite de festa

Casal (pequenas imagens à esquerda) o menino representa a própria criança ( eu),

Bandeirinhas (traços paralelos horizontais),

Estrela (à esquerda),

Lua (ao centro e estrelinhas próximas da lua e abaixo a fogueira e um balão grande).

Os usos do centro do papel e da posição das figuras podem ter relação com o momento presente.

 As boas qualidades demonstradas no traço dos desenhos podem significar as interpretações /compreensões e sentimentos experimentados no momento.

Vygotsky comenta a existência de “certo grau de abstração” na atitude da criança que desenha, ao liberar conteúdos da sua memória. Reconhece o papel da fala nesse processo, afirmando que a linguagem verbal é a base da linguagem gráfica constituída pelo desenho. Segundo Ferreira, a teoria de Vygotsky (2001, p. 40) traz um avanço na compreensão sobre o desenho, pois considera que "[...] a) a figuração reflete o conhecimento da criança; e b) seu conhecimento, refletido no desenho, é o da sua realidade conceituada, constituída pelo significado da palavra". Vygotsky focalizando o sujeito do ponto de vista social, trata sobre a importância do desenho no processo de desenvolvimento da criança e à característica de que a criança desenha o que a interessa, representando o que sabe de um objeto.

Segundo Emília Ferreiro (ANO) e Ana Teberosky, (ANO) as crianças elaboram conhecimentos sobre a leitura e escrita, passando por diferentes hipóteses – espontâneas e provisórias – até se apropriar de toda a complexidade da língua escrita. Tais hipóteses, baseadas em conhecimentos prévios, assimilações e generalizações, dependem das interações delas com seus pares e com os materiais escritos que circulam socialmente.

Na escrita a criança (ERICK) escreveu BRST para justificar a escrita da palavra menino, UTBR para a palavra menina, AUST para a palavra BALÃO e associou cada uma das sílabas dessa palavra a uma das letras, foi necessário registrar abaixo a relação de cada letra com uma sílaba. Usou-se a marcação com sinais que indique quais as associações feitas pela criança:

Estas grafias mostram que a escrita da criança Erick Augusto apresentar-se na hipótese silábica; utiliza muitas e variadas letras, com o critério de escolha um ou dois caracteres para cada sílaba da palavra falada. Atribui uma letra para cada fonema sem o uso de valor sonoro às letras, aceita que não é preciso muito letra para se escrever, apenas o necessário para representar a fala e percebe que palavras diferentes são escritas com letras em ordens diferentes. Vê-se que ele demonstra muitos avanços como: diferenciar desenho e escrita, para cada fonema, usa uma letra para representá-lo (representa uma sílaba por letra, sem a repetição de letras nem omissão de sílabas), Superou a visão global da palavra como um todo, encontrando um suporte que garanta a estabilidade da escrita com as mesmas letras, começa a ver que tudo que se diz se escreve.

Weiss (2003), afirma que no nível silábico a criança encontra uma nova formula para entrar no mundo da escrita, descobrindo que pode escrever uma letra para cada sílaba da palavra e uma letra por palavra na frase, a criança representa a fala por correspondência silábica, já sabendo que para escrever é necessária uma quantidade mínima de letras que geralmente é representada por três, sendo letras variadas e que não sejam repetidas.

Para Teberosky (1999), deve ser considerada no processo de alfabetização, a diferenciação entre a escrita e a linguagem.

 

 

  

Foto 2 e 3: Crianças experimentando dançar ao som da música “olha pro céu meu amor”

 

 

                Crianças experimentando a representação gráfica (à esquerda) Prof.ª Gilzete ao lado de Erick (à direita)

 

Criança Erick no momento da atividade de intervenção através do ditado figurado.

 

 Seguindo orientações didáticas da disciplina e contidas no livro “Ler e Escrever na Educação Infantil” acerca das atividades favoráveis ao processo de aquisição da escrita; foi proposta a intervenção didática contemplando a prática da leitura e da escrita, através do ditado figurado com figuras e /ou elementos presentes na música (com uso de apoio de banco de palavras), cujo objetivo é relacionar figura à palavra correspondente, aumentando assim o repertório de letras, descobrindo diferentes palavras, refletindo sobre a formação das palavras; compreendendo os sons e as sílabas. Portanto acreditar-se que é essencial praticar a leitura e a escrita no cotidiano escolar “trabalhar com palavras significativas”, propiciar as crianças desde cedo refletir sobre elas. Assim se a escrita alfabética é uma invenção cultural, seguindo as ideias de Vygotsky (ANO), os professores, como membros mais experientes da cultura devem auxiliar os alunos a prestar atenção/analisar/refletir sobre as letras e os pedaços sonoros e escritos das palavras. 

Ferreiro &Teberosky (1999) diziam que compreender a natureza dos processos de aquisição de conhecimento sobre a língua escrita, se faz necessário para que seja possível contribuir na solução dos problemas de aprendizagem.

3º momento- atividade de intervenção

A atividade proposta (ditado com banco de palavras) revelar-se como uma estratégia potencialmente eficaz no processo de reflexão da criança sobre de escrita. Por isso, é preciso enriquecer o uso das práticas de leitura e escrita no cotidiano da sala de aula na Educação Infantil e incluir a criança no seu papel ativo nesse processo explorando as múltiplas possibilidades de tal estratégia pedagógica.

Conforme SOLIGO (1999) uma prática de leitura que não desperte nem cultive o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente.

 

 

(À esquerda Mayara, e à direita Marcus no painel durante a o encerramento da sequência didática).

A música é um recurso didático na sala de aula e possibilita diversas atividades para se trabalhar com as crianças da pré-escola:

[...] a música é uma linguagem universal, mas, com muitos dialetos, que variam de cultura, envolvendo a maneira de tocar, de cantar, de organizar os sons e de definir as notas básicas e seus intervalos (JEANDOT, 1997, p.12).

 

Na pré-escola, é necessário promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.

Em consonância com os RCNEI (1998) o trabalho com a linguagem é um dos eixos básicos da educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, interação com outras pessoas, orientação das ações da criança, construção do conhecimento, organização das experiências e desenvolvimento do pensamento.

De acordo com o Referencial Curricular Nacional,

uma das tarefas da educação infantil é ampliar, integrar e ser continente da fala das crianças em contextos comunicativos para que ela se torne competente como falante. Isso significa que o professor deve ampliar as condições da criança de manter‐se no próprio texto falado. Para tanto, deve escutar a fala da criança, deixando‐se envolver por ela, ressignificando‐a e resgatando‐a sempre que necessário.

Cabe às instituições educativas, desde a Educação Infantil, alimentar a reflexão sobre as palavras, observando, por exemplo, que há palavras maiores que outras, que algumas palavras rimam, que determinadas palavras tem “pedaços” iniciais semelhantes, que aqueles “pedaços” semelhantes se escrevem muitas vezes com as mesmas letras, etc. Nessa fase, a linguagem é a habilidade que a crianças mais desenvolve, e a interlocução com o adulto favorece esse processo, principalmente quando mediado pela literatura (letras de músicas conhecidas), como facilitadora do processo ensino-aprendizagem, pode também ampliar o conhecimento musical da criança oferecendo contato com a linguagem escrita, já que linguagem cotidiana dá acesso à norma-padrão da língua.

As concepções de leitura que as crianças pequenas vão adquirindo, darão significados para essa escrita e criarão formas para utilizar esse aprendizado na sua comunicação com o meio social em que vive. Assim, toda criança ao chegar às instituições infantis já trazem consigo um conhecimento que diferencia de criança para criança, conforme as possibilidades de letramento oferecidas pelas famílias, comunidades e o meio social em que vivem. Esse conhecimento pode ser utilizado pelo professor, pois é ele quem vai sistematizá-lo, atribuindo significado a essa leitura de mundo de forma crítica e prazerosa, desta forma ele poderá estar contribuindo para a formação de um bom leitor. E a educação infantil tem um papel importante e fundamental para essa formação. Conforme destaca Kato (apud BRITO, 2005, p. 07).

A função da escola é introduzir a criança no mundo da escrita, tornando-a um cidadão funcionalmente letrado, isto é, um sujeito capaz de fazer uso da linguagem escrita para sua necessidade individual de crescer cognitivamente e para atender as várias, demandas de uma sociedade que prestigia esse tipo de linguagem como instrumentos de comunicação.

Portanto, ao chegar às instituições de Educação Infantil a leitura deve fazer parte da aprendizagem da criança, com intuito de estimular principalmente a criticidade e autonomia da criança na pré-escola. Os professores por sua vez, precisam utilizar vários recursos e metodologias para atribuir à leitura significado, contribuindo assim para construção de bons leitores.

CONSIDERAÇÕES

                   É possível perceber que diante do apresentado nesse relatório o trabalho com a linguagem de escrita espontânea (letras de músicas conhecidas) permite à educação infantil assumir um papel importante na formação de leitores e de usuários competentes do sistema de escrita, respeitando a criança como produtora de cultura. Além da escrita espontânea é possível considerar também o trabalho com a leitura e a escrita, que possibilitam as crianças comparem suas hipóteses com o convencional.  E se justifica por considerar-se que a criança produz cultura e que essa produção se realiza na interação que ela estabelece com o mundo e com as diversas produções culturais desse mundo. A escrita é um elemento importante dessa cultura, nesse sentido a criança interage com ela, procura compreendê-la e dela se apropriar.

                   Uma atividade diagnóstica da escrita não é um momento para ensinar conteúdos e sim para a criança mostrar ao professor o que pensa sobre o sistema alfabético de escrita. Portanto, o objetivo dessa sequência didática foi alcançado, que teve o intuito de fazer com que as crianças escrevessem da maneira como acreditam que as palavras devem ser escritas. E quanto mais os profissionais se aprofundam nos estudos sobre o processo de aquisição da escrita, mais facilidade eles têm de identificar se essa dificuldade na escrita e promover intervenções coerentes para que ocorram avanços significativos.

                   O processo de aquisição da linguagem escrita apresentada neste trabalho foi proposto por meio de estratégias de aprendizagem que respeitam as características da infância. Para isso, o trabalho com a oralidade, a leitura e a escrita precisa ser coerente com o universo infantil, com a forma lúdica de a criança construir significados para o que faz para o que vê e para aquilo que experimenta.

                 O processo de alfabetização ocorre durante toda a escolaridade e tem início antes mesmo da criança ingressar na escola. Vale ressaltar que não é na Educação Infantil que a criança inicia sua alfabetização. Esse processo se inicia fora das instituições escolares e, muitas vezes, antecede a entrada da criança na escola. Também não é nessa etapa educativa que a alfabetização se completará. A utilização das estratégias de leitura é também utilizada por quem ainda não lê convencionalmente. A educação infantil tem como principal contribuição para esse processo fazer com que a criança se interesse pela leitura e pela escrita, que ela deseje aprender a ler e escrever e, ainda, fazer com que ela acredite que é capaz de fazer- lo. Portanto falar em leitura e escrita, na fase inicial, significa falar em formação competente do professor para atuar nessa fase.

                   Acreditar-se que a proposta pedagógica aqui desenhada trouxe efetivamente, a criação de um ambiente de estimulo a leitura e a escrita, a imaginação e a criatividade das crianças. Como ressaltado nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (Brasil, 2009c), é importante que haja espaços organizados para leitura, como biblioteca ou cantinho de leitura, equipado com estantes, livros, revistas e outros materiais acessíveis às crianças e em quantidade suficiente. Esses espaços devem permitir o livre acesso das crianças e devem ser organizados de tal maneira que elas possam ver e tocar os livros, orientando assim as suas escolhas. É também importante que, no acervo desses espaços, haja livros e textos de diferentes tipos e gêneros: livros-brinquedo, livros interativos, contos, poemas, livros de arte, textos verbais e visuais, enciclopédias, livros de pesquisa, jornais, gibis, revistas, etc.

                   Na pré-escola, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.

 

 

REFERÊNCIAS

BRASIL, Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC, 1998.

 

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB Nº 05 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, 2009c.

 

BRITTO, Luiz Percival Leme. Letramento e alfabetização: implicações para a

educação infantil. In: GOULART, Ana Lucia de Faria; MELLO, Suely Amaral (Org.) O.

mundo da escrita no universo da pequena infância. Campinas: Autores Associados,

2005. p. 7

 

FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. São Paulo: Cortez Editora, 1980. Autores Associados.

 

FERREIRO, Emília e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Artmed Editora. Porto Alegre. 1999.

 

 

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento – um processo sócio histórico. São Paulo: Spione, 1994. (Série Pensamento e ação no magistério).

 

_______, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Brasília: MEC, 2001 vol. 3, p. 135.

______, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. VOL 3 ,p 135.

 

JEANDONT, N. Explorando o universo da música. 2ª ed. São Paulo: Scipione, 1997.174p.

 

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 1993. Como não tem citação desse autor não é necessário colocar

 

SOLIGO Rosaura, in cadernos da TV Escola- Português, MEC/SEED, 2000./ Secretaria de Educação à distancia, Brasília, 1999.

 

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2001. (Psicologia e pedagogia).

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Maria Soares
publicou no grupo

Gostei da questão da análise da escrita (2º passo). Acho que agrega bastante valor.

Meu grupo: http://rede.novaescolaclube.org....

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Cláudia Baptista Serra
publicou no grupo

Boa tarde..... Não estou conseguindo visualizar as imagens na publicação da sequência didática. Como faço?

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PAULO DE TARSO ANDRADE
publicou no grupo

Olá, cadê esse povo, sou o professor pedagogo Paulo de Belém do Pará

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